Resenha | Nós para Sempre, de Sandi Lynn

Nós para Sempre
Autor(a): Sandi Lynn
Editora: Valentina
Páginas: 256
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3

Preciso começar dizendo que li Black Para Sempre em ebook, em inglês. Lembro que não foi um chick lit (com aquele lado bem erótico) inesquecível, mas foi marcante. Então quando a Valentina trouxe a trilogia para o Brasil, com esse projeto gráfico todo incrível, fiquei com vontade de reler. E gostei.

Nós Para Sempre é o último volume da trilogia e marca o fim da história (para nós, não para as personagens, que fique claro) de Ellery e Connor. Os dois já passaram por todo o inferno e, espera-se, este será o desfecho. E a narrativa começa com o parto de Ellery e, logo em seguida, passa para um dos grandes dramas da série: o julgamento de Ashlyn, agora com uma defesa que faz muito pouco sentido e nos enche de raiva.

Connor, protetor ao extremo, faz o impossível para poupar Ellery de todo o sofrimento. E, se para isso ele precisa omitir umas verdades, é exatamente o que faz. Ela, por sua vez, sabe que tem alguma coisa errada e logo o relacionamento estável – tanto quanto o romance deles pode ser – vira um emaranhado de desconfiança e confusão.

A história, preciso admitir, tem ritmo e me conquistou. O problema, entretanto, foi a narrativa. Sandi Lynn não escreve mal, mas o livro tem tantas incoerências que não consegui deixar de revirar os olhos em alguns momentos. Para falar só as do início: Ellery sai do hospital com o bebê – segundo o livro – na cadeirinha do carro.

Pausa: o bebê tem DIAS de vida e está em uma cadeirinha no banco de trás do carro? Não sou mãe, nunca engravidei, nem sou tia, mas eu duvido de verdade que seja isso que acontece na realidade. Não satisfeita, Ellery decide ir ao primeiro dia do julgamento e, para ela, tudo bem deixar a filha com sua melhor amiga.

O que, claro, não seria nada demais se a bebê não tivesse um mês e meio de vida. Eu cheguei a voltar algumas páginas para confirmar, mas é isso mesmo: um mês e meio. Claro que, do nada, Ellery começa a chorar copiosamente com saudade da filha – e tudo faz tão pouco sentido que não consegui engolir os fatos que estavam me sendo expostos.

Gosto dos extremos de Ellery e Connor e, honestamente, não julgo como abusivo ou fora do que se espera de um casal de quase opostos. Mas não consegui engolir o que o livro propôs e a narrativa realmente me incomodou. Adoro quando a coisa anda com fluidez, mas tudo foi apenas rápido demais.

Não posso de jeito nenhum falar mal, entretanto, do cuidado da Valentina com o livro. A capa é realmente linda e a diagramação está impecável. E os três filhos têm isso em comum.

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