[Resenha] O Aprendiz, de Taran Matharu

O Aprendiz
Autor(a): Taran Matharu
Editora: Galera Record
Páginas: 350
Avaliação: 3.3
Capa: 4 Diagramação: 3 Conteúdo: 3

Criaturas místicas, magia e uma batalha épica é o que encontramos no primeiro volume da série de ficcção de Taran Matharu

Fletcher é um jovem órfão de apenas quinze anos que, após receber o livro de um Conjurador de presente, conseguiu conjurar sozinho um demônio de nível cinco. É fugindo da maldade de alguns de seus conterrâneos com o pequeno demônio enrolado no pescoço que o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola especialista na formação de Conjuradores para lutarem na guerra contra os Orcs.

Chegando lá, Fletcher enfrenta não somente os desafios do aprendizado, como também o frequente e intenso bullying por conta dos nobres por ele ser apenas um órfão plebeu. Agora, Fletcher e seu grupo de amigos que encontram-se em situação igual a sua, deverão unir-se contra o preconceito que sofrem na sociedade em que vivem.

O livro é narrado em terceira pessoa e retrata uma sociedade monárquica atemporal. Logo no início somos apresentados ao protagonista e herói do livro, Fletcher. A narrativa segue o ponto de vista do garoto e nos mostra seus diversos desafios: desde a sobrevivência até o importúnio de Didric, um garoto a quem não suporta.

Quando, em uma das tensões ocorridas entre Didric e Fletcher, o menino é obrigado a fugir da aldeia onde mora e acaba chegando à Academia.

Devo confessar que embora o autor tenha me surpreendido ao criar determinadas situações, acontecimentos e até mesmo no próprio universo desenvolvido, em outros momentos senti imensa semelhança com outras séries de ficção, como Harry Potter e até mesmo Pokemon. Assim, a impressão que tive foi que O Aprendiz tratou-se de uma fusão de diversos universos em um só, o que, até certo ponto foi bom.

O que me incomodou um bocado foram as diversas criaturas que em muitos casos me confundiram, até que eu me acostumasse com o enredo, além, é claro, do próprio desenvolver histórico em que a sociedade de Hominum, a qual eu também demorei bastante para compreender e, assim, entender o papel de cada instituição e grupo.

O livro é, de fato, um trabalho muito bem organizado pelo autor, que fez questão de deixar todos os elementos criados a disposição do leitor em todo o momento. Em uma escrita simples, porém com diálogos um tanto quanto confusos em alguns momentos, todos os panos de fundo são deixados à mostra para que não houvesse dúvidas com relação à história.

Porém, ainda que todos esses caracteres tenham servido de facilitadores para um bom compreendimento da história, credito que não tenha funcionado para mim. Isso porque eu não me senti envolvida pela narrativa de Taran. Em diversos momentos da leitura eu me peguei com sono e me distraindo muito facilmente o que não é, de maneira alguma, algo positivo para a construção dos acontecimentos.

Acredito que, para uma iniciante nesse gênero dos livros de aventura, eu comecei com o pé esquerdo por não ter me conectado tanto aos personagens e ao universo criado pelo autor. Ainda assim, é uma obra que recomendo para os amantes do gênero e para os que estão em busca de conhecer novas aventuras literárias. Acredito que, no meu caso, não passou de má sorte de principiante.

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