[Resenha] O Beijo da Meia-Noite, de Lara Adrian

O Beijo da Meia-Noite
Autor(a): Lara Adrian
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 400
Avaliação: 4
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

O primeiro livro da série “Midnight Breed” recebeu o seguinte comentário de J.R.Ward (autora de “Irmandade da Adaga Negra”): ‘Sedutor, erótico, intrigante.’. Ward não escolheu mal as palavras para falar desse incrível começo.

O Beijo da Meia-Noite foi um dos livros que me ganhou pela capa: eu não precisei fazer nada além de olhá-la para saber que queria – e nem sabia da história. Foi, também, um dos que não me decepcionaram apesar de ter bons motivos para decepcionar (capa não prova conteúdo, não é mesmo?).

O livro de Lara Adrian me ganhou com a narrativa fácil e interessante, é daqueles que o conteúdo poderia ser qualquer um, porque a história é bem contada – bem escrita – então a leitura é automaticamente uma das que já valem a pena.

O início é intrigante, o final é lindo. Sim, Lara Adrian não desaponta os leitores, nem tenta os enganar ao longo da leitura. Está tudo ali, sabemos o que vai acontecer com o romance. A grande surpresa do livro não está no final dele.

Iniciando pelo romance, o casal principal – Gabrielle e Lucan, dois nomes que, por sinal, achei bem criativos – não desaponta e nem fica naquela demora de alguns livros para se resolver. Os fatos estão ali, eles são encarados aos poucos, como era de se esperar e é natural, mas em momento algum fica chato, ou meloso demais.

Inclusive, a autora usa uma ou outra vez a expressão “meu amor” – o que, na minha opinião, não se enquadra na descrição do casal. Por serem tão “auto-sustentáveis” no jeito de escrever, palavras acessórias que demonstrem o carinho e o sentimento se fazem desnecessárias, fazem cair um pouco no clichê.

Quanto ao mistério, bom, ele já não é tão bem explorado se for partir do princípio que se está lendo por causa dele e do suspense. São claramente aspectos secundários do livro, mesmo que não menos importantes.

Algumas vezes se tornam óbvios demais, enquanto outras parecem que todas as mãos apontam para um lado, enquanto a “culpa” é completamente daquele personagem que a gente nunca espera.

E, quando a autora faz isso – e fez muito bem – esse aspecto dá uma melhorada significativa e torna o livro mais interessante. Por fim, é incrível como durante a leitura a escritora toma parte da história em vez de apenas contá-la, o que, nas entrelinhas, deixa claro sua intenção e objetivos com o livro – como chamar os renegados de idiotas por exemplo – ela mesma acaba tomando partido do que escreve.

Lara consegue deixá-lo bem fechado, o que é ótimo para um livro, mesmo se tratando de uma série. Houve apenas uma falha, ou melhor, uma má explicação. Talvez na ânsia de escrever o final lindo, maravilhoso e terminar com chave de ouro, esqueceu de dar uma informação importante sobre um de seus personagens. Não dá para ter a certeza se ele morreu ou não. E o fato de ser o único problema notável, faz-me perguntar: será que ela errou / esqueceu mesmo ou é um detalhe a ser discutido em um dos próximos livros?

  1. Aline T.K.M. em

    Gostei muito da resenha. Já havia lido alguns comentários positivos a respeito do livro. Parece ser uma história de amor cativante, apesar de que fiquei com a impressão de que não traz nada de muito novo ou diferenciado no enredo.
    A questão do final me deixou um pouco intrigada. Não sei se este é um livro que lerei, mas se houvesse a oportunidade, eu abriria sim um espaço para ele na fila de leitura.

    Bjs,