Resenha | O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith

O Chamado do Cuco
Autor(a): Robert Galbraith (J.K. Rowling)
Editora: Rocco
Páginas: 448
Avaliação: 4
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3

Descritivo, mas interessante.

Lula Landry é uma famosa modelo que, aparentemente, suicidou-se. Ninguém sabe dizer se ela caiu ou se jogou do prédio onde mora e isso é o preto cheio para a imprensa, que não poupou esforços em narrar o caso. Até que a polícia decreta: foi suicídio.

O irmão dela, entretanto, não fica convencido disso e decide pedir ajuda a um detetive particular. Só então a história começa a se desenrolar. Exatamente por esse motivo foi difícil me empolgar desde o começo – a leitura parecia não render, um ponto ruim para livros policiais. Todavia, a partir de certo momento, finalmente começou a fluir bem.

Um dos pontos positivos da narrativa é que J.K. Rowling (ou Robert Galbraith, como preferir) é a boa descrição de Londres. Ela nos envolve na história a ponto de nos imaginarmos junto às personagens, que, por sua vez, têm seu lado psicológico também bem descrito. Ficamos por dentro de seus problemas, conflitos e esperanças. Para quem gosta de aprofundar na vida de cada um, é uma boa pedida.

Logo após o prólogo de O Chamado do Cuco, que trata do suicídio de Lula, conhecemos Robin, uma secretária que acabou de ficar noiva e está deslumbrada com o anel em seu dedo, o qual olha a todo momento. Ela tem sonhos e fica desenhando em sua cabeça o futuro com o noivo Matthew.

É Robin que vai trabalhar como temporária durante uma semana no escritório de Strike – um detetive frustrado, cheio de dívidas, um relacionamento desfeito e apenas um cliente. Ela acha empolgante o fato de ajudar um detetive, embora perceba que não há glamour nesse tipo de trabalho.

É com essa dupla improvável que ficamos conhecendo mais sobre a vida de Lula, já que Strike é o cara contratado para investigar a morte dela. Vamos acompanhando a investigação que os dois fazem e junto conhecemos mais sobre os bastidores do mundo da moda, drogas e das celebridades, que, vamos ser sinceros, talvez não esteja tão distante assim da realidade.

Essa resenha foi feita em parceria com a autora Graciela Mayrink.

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