Resenha | O Colecionador, de Nora Roberts

O Colecionador
Autor(a): Nora Roberts
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 462
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Lila Emerson trabalha cuidando da casa de pessoas (geralmente ricas) que estão saindo de viagem. Nas horas vagas, o que até acontece bastante, ela escreve a continuação de seu romance fantástico. Verdade seja dita: o livro ainda não explodiu nas livrarias e se tornou um best seller, mas está a caminho de.

É em um desses trabalhos que, observando a vida das pessoas de um prédio próximo, ela testemunha um assassinato. Começa com uma briga feia, algo até então com o qual está quase acostumada — aquele casal vive tendo discussões que terminam com algo sendo jogado no chão. O problema é que agora a discussão incluída tapas, tocos, uma mulher no chão com os braços levantados pedindo ajuda e, em instantes, o vidro quebra e Lila a vê caindo todos aqueles andares até o chão. É impossível que tenha sobrevivido.

O principal suspeito é o irmão de Ashton Archer, pintor reconhecidíssimo pelo seu trabalho tanto impressionante quanto minucioso e delicado, que também foi encontrado morto na cena do crime. Parece que, após fazer com que a mulher caísse da janela, ele cometeu suicídio. O problema é que Lila sabe que o culpado é um homem, mas não tem como confirmar se quem era viu era ou não o irmão de Ashton.

Como em todo suspense policial escrito pela autora, naturalmente Ashton e Lila vão se aproximar (e se apaixonar, sem surpresas aqui). É ele quem vai propor um café — afinal, ela é a chave para inocentar seu irmão e achar o verdadeiro culpado —, e é claro que, em um tom romântico, verá que ela é a modelo perfeita para uma série de quadros.

Encontros a princípio para tratar apenas do ocorrido vão fazendo com que os dois se vejam cada vez mais próximos e envolvidos. Com uma narrativa fluida, Nora Roberts conquista principalmente pela trama policial. Ela nos apresenta vários lados da moeda e aprofunda a trama de forma a explorar bem as personagens, inclusive aquela que dará nome ao livro.

Ainda que algumas falas tenham claramente o velho teor machista, é interessante como Lila se posiciona como uma mulher forte, sem necessariamente precisar se afirmar o tempo todo, ainda que faça isso mais vezes que o necessário. Ashton é uma personagem particularmente boa, porque não a diminui em nenhum aspecto, tornando a dinâmica dos dois mais atrativa.

Muito dinâmico, O Colecionador é perfeito para fãs da autora, incluindo os que acompanham de perto da série Mortal, por conta do teor similar da narrativa — ambos com um crime a ser resolvido, algo que, nesse caso, podemos ver acontecer, mas não conseguimos necessariamente adivinhar o final. Recomendo.

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