[Resenha] O Duque e Eu, de Julia Quinn

O Duque e Eu
Autor(a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Avaliação: 3.8
Capa: 3.5 Diagramação: 3.5 Conteúdo: 4.5

Romântico, bem humorado e difícil de largar.

Em O Duque e Eu, Simon Basset chega à Londres após seis anos navegando e conhecendo o mundo. A aventura foi mais do que apenas a realização de um desejo, foi também uma forma de fugir do pai, que recusou o reconhecer como filho durante muito tempo.

Foi mera coincidência ele voltar exatamente quando o pai morre, deixando para ele as propriedades e as cartas escritas ao longo dos anos. Mas Simon não quer lê-las. Prefere que elas sejam queimadas sem sequer passar o olho pelo que estava escrito, como se fosse possível ignorar os estragos com meras palavras.

Sendo um incrível pretendente, Simon também tem que lidar com as mães das várias jovens, que procuram incansavelmente um marido para suas filhas. Para evitar isso, ele finge que está comprometido com Daphne Bridgerton, irmã mais nova de seu melhor amigo. Afinal, Daphne precisa arrumar um marido para ontem, e se um duque se interessa por ela, quem não se interessaria?

É claro que explicar o plano para seu irmão não facilita em nada as coisas, principalmente quando eles são encontrados de uma forma nada “casta”. Agora eles precisam definir seus futuros sem que haja a opção de fugir e talvez ficar juntos não seja tão desinteressante assim.

O livro de Julia Quinn é romântico, bem humorado e difícil de largar. Isso porque logo somos envolvidos pela narrativa inteligente e sarcástica que define como Daphne é e a lógica de seus pensamentos.

Romance histórico, O Duque e Eu nos leva a uma realidade diferente, com regras de etiqueta quase absurdas, mulheres inocentes sem conhecimento sobre os aspectos íntimos dos relacionamentos e homens cujo interesse está além da imaginação.

Talvez por isso mesmo suas personagens sejam tão únicas diante da sociedade e similares diante de outros livros do gênero. Ainda assim, o humor quase irônico de Daphne e Simon dá à história um ar divertido, que em certas situações nos faz dar uma risadinha.

É uma experiência de leitura que passa por perto dos atuais chick lit (opinião particular minha). Afinal, as mulheres não se submetem totalmente às regras pragmáticas impostas pela sociedade, e se interessam por homens tão independentes quanto. Só que, claro, com um charme que deixa qualquer um encantado por uma época que tinha tudo para ser estranha.

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