Resenha | O Enigma de Blackthorn, de Kevin Sands

O Enigma de Blackthorn
Autor(a): Kevin Sands
Editora: LeYa
Páginas: 352
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Christopher é aprendiz de boticário. Seu mestre, Benedict Blackthorn, é diferente dos demais. Apesar de ter passado 11 anos no orfanato, Christopher tem sorte. Ele não apanha, o que seu amigo Tom acha injusto, e ainda recebe lições especiais, como, por exemplo, aprender a descriptografar uma frase escrita em números.

A história se inicia com uma receita, cujo nome que Benedict deu não poderia ser melhor: a ideia mais idiota do universo. Como pode-se imaginar, convencer Tom a ajudá-lo a montar um canhão, e atirar, não foi seu momento brilhante. Inclusive se considerarmos o resultado quase trágico da experiência.

Ao relembrar do dia que chegou na casa do Mestre, Christopher conta do medo, da insegurança de estar na sua nova casa, lugar até então mistificado da pior forma possível. Sua primeira lição o ensinou de que ele é o responsável pelas misturas que faz: os ingredientes podem matar ou curar, tudo vai depender do coração e das mãos de quem está preparando a poção.

Ainda é noite quando Stubb, outro boticário, aparece na loja para dar a notícia de que mais um deles está morto – e dessa vez é um conhecido do Mestre Benedict. Christopher não tem permissão para ficar e ouvir a conversa, mas escuta atrás da porta.

Ele não sabe se estão dizendo a verdade sobre o culto, ou se seu mestre realmente tem algum envolvimento em toda a trama, entretanto, ele tem certeza de que algo ruim está acontecendo e, parece, vai piorar.

Com o início meio lento, demoramos a entender o que o livro quer passar. É uma história inteligente, intrigante, com muitos detalhes e criptografias, impossível não lembrar um pouco de Sherlock Holmes e os mistérios que ele desvenda. É, na verdade, isso: um grande e complexo mistério que se passa em 1600.

A narrativa de O Enigma de Blackthorn prende a atenção do leitor, não só por nós envolvermos a ponto de querer a todo custo desvendar o mistério (o que está acontecendo? É verdade que existe um culto? O que ele quer? Por que está matando pessoas?), ao mesmo tempo, Kevin brinca com as palavras, criando ironias e cenas levemente cômica que tornam as personagens críveis – afinal, mesmo em uma situação complicada, as pessoas são capazes de brincar e sorrir.

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