Resenha | O Jogo, de Elle Kennedy

O Jogo
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 343
Avaliação: 4.8
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4.5

Se tem uma coisa que Dean não se imagina fazendo é ficar como babá de uma garota em pleno sábado à noite, e é exatamente nessa posição que ele se vê quando Allie Hayes aparece na sua casa com um pretexto perfeito para resistir à tentação de voltar de novo com seu ex, Sean.

Mais que conquistar esse objetivo, ela consegue uma boa companhia… na cama. Quando a conversa é boa e duas pessoas se entendem bem entre quatro paredes, mas não estão a fim de assumir nada mais sério, a consequência mais óbvia é exatamente no que se transforma a história dos dois: uma amizade colorida. E já vimos em O Acordo o quanto essa proposta tem tudo para dar certo, não é?

O passado de cada um é desvendado ao se narrar o presente, com os desafios que ambos precisam superar caso queiram de fato ficar juntos. Dean é exatamente quem aparenta ser ou, na verdade, é muito mais inteligente e tem o futuro tão bem definido que precisa quebrar o que vê pela frente antes de assumir o que sente e o que Allie pode se tornar para ele?

Allie, por sua vez, precisa ficar limitada à vida de atriz cujos grandes papéis são personagens bobas e estereotipadas? O que seu relacionamento claramente conturbado com Sean diz sobre ela, se é que diz alguma coisa?

Elle Kennedy mais uma vez traz sua escrita leve para uma narrativa clássica que se espera de um new adult. Ainda que não foque em temas muito complexos, O Jogo tem uma narrativa bem desenvolvida, que, assim como os dois volumes anteriores, prende a atenção do início ao fim.

Tanto Dean quanto Allie tem personalidades marcantes e bem definidas. Ainda que Dean caia no mocinho que só quer saber de sexo, Allie não é uma menina-mulher inocente que não sabe falar do que gosta e de como gosta — é exatamente isso que faz as cenas mais quentes dos dois serem muito mais intensas que as dos demais volumes, assim como o choque entre personalidades ser mais intrigante.

Uma leitura rápida, gostosa e simples, perfeita para quem gosta de livros desse gênero: não tem como se arrepender.

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