[Resenha] O Livro Sem Figuras, de B.J. Novak

O Livro Sem Figuras
Autor(a): B.J. Novak
Editora: Intrínseca
Páginas: 48
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Sim, eu tenho este livro. Sim, eu ri lendo ele

Eu sei, eu sei. Não sou mais criança, por que diabos eu iria querer ler este livro que foi feito para crianças? Ou para adultos lerem para crianças? Bom, em resumo… Porque eu sou muito curiosa.

Então O Livro Sem Figuras chegou em minhas mãos e eu o li em poucos minutos. E li exatamente como tem que ser lido: em voz alta. Admito que não foi constrangedor assim, porque só quem ouviu foi minha mãe (ela só achou que eu deveria estar ficando meio doida, porque, afinal, eu poderia ter lido só pra mim – mas qual seria a graça?).

O Livro Sem Figuras é simples: são algumas páginas não numeradas, com a proposta de você ler o livro em voz alta. Só que, ao contrário de muitos, ele não está contando uma história, nem tem uma baita lição de moral por trás de suas palavras. Ele faz algo incrível que é… Estimular a criança a ler.

Entenda você e eu, adultos, somos pessoas sérias. Em tese. Bom, numa visão de uma criança provavelmente somos. Aquele papo de que o adulto sabe tudo sobre tudo e já está com a vida toda resolvida e se tiver um apocalipse zumbi ele com certeza saberá o que fazer, como agir, para onde ir e como salvar o resto do mundo.

Então imagine uma criança vendo um adulto lendo um livro com palavras que, ditas em voz alta, são engraçadas e nos tiram um sorriso? Assim como outros livros – vide Destrua Este Diário – ele nos propõe algo interativo. Dessa vez, entretanto, não estamos aliviando nossas tensões apenas.

Estamos convencendo crianças de que ler é divertido, com e principalmente sem figuras.

A título de curiosidade:

Se estão achando que B.J. Novak é um cara que teve uma ideia ridícula, bom, ele assume que é. Mas também é (re)conhecido pelos papéis em Bastardos Inglórios e O Espetacular Homem-Aranha 2, além de, é claro, a série The Office, onde atuou, dirigiu, produziu e roteirizou. Não é pra qualquer um não, viu?

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