[Resenha] O Maravilhoso Agora, de Tim Tharp

O Maravilhoso Agora
Autor(a): Tim Tharp
Editora: Record
Páginas: 320
Avaliação: 4.2
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3.5

Por Janaina Barreto
exclusivamente para Beletristas. Proibida cópia total ou parcial

Sutter Kelly é “o cara” (ou, pelo menos, ele acha que é). Para ele, não tem tempo ruim. Sempre acompanhado do seu refrigerante favorito (batizado com uísque ou vodca, claro), ele encara qualquer situação. Exceto, bem, o término com Cassidy, sua mais recente namorada.

Após tal quase tragédia, tudo que Sutter precisa é de uma meta. Fazer aquilo que sua ex sempre pediu parece ser o ideal: colocar os sentimentos de outra pessoa à frente dos seus. E é na doce, tímida e nada confiante Aimee que o rapaz vê essa chance.

A partir dessa premissa, a história acontece. Vemos Sutter e Aimeé serem modificados um pelo outro, mas sem saber como eles vão acabar. Se serão pessoas melhores por serem livres e donos dos seus narizes ou apenas crianças grandes procurando uma direção.

Bom, infelizmente preciso dizer que acabei essa leitura um tanto decepcionada… Mais uma vez (não será a ultima, tenho certeza), o trio elogios, capa e título me enganaram. Esperava uma leitura marcante, intensa, bonita e… Não foi bem o que aconteceu.

Em “O Maravilhoso Agora“, Tim Tharp apresenta ao leitor a realidade de Sutter, um rapaz com seus 17/18 anos que tem como lema de vida aceitar o diferente e viver o presente como se o futuro não existisse. A narrativa é feita em primeira pessoa e tem um tom de conversa, bem informal, algo que estranhei nas primeiras páginas, até me acostumar.

O protagonista tem aquele tipo de personalidade espirituosa, do tipo de pessoa que conquista todos sem muito esforço.Ele é bonito, engraçado e, até certo ponto, inteligente.

Aimeé, por outro lado, é a personagem que, na vida real, passaria despercebida. É inteligente, tem traços comuns que não chamam atenção e vive entre as páginas das suas ficções científicas favoritas.

E eis o que menos gostei: mais clichê que garoto popular e garota nerd fazendo casal? Acho que não tem. O segundo ponto ruim foi o ritmo dos acontecimentos: extremamente lento.

São 320 páginas de muitas reflexões e pouca ação. A maior parte do tempo, Sutter se mete em problemas e cria confusões simplesmente por não entender o motivo de todos pensarem no futuro, planejarem o amanhã, enquanto para ele tudo o que importa é viver o dia de hoje.

Isso, é claro, rendeu muitos trechos marcados, passagens realmente boas. O protagonista, apesar de ter uma visão imediatista e mais otimista do que é saudável, também tem seus problemas, seus rompantes de realidade. Provavelmente o final tenhansido o maior momento de lucidez do Sutter, uma espécie do que só pode ser chamado de abnegação. Quem sabe, mesmo do seu jeito torto, o protagonista tenha feito, enfim, o agora de alguém valer a pena.

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1 comentário

  1. Bianca em

    Me decepcionei muito com esse livro, principalmente no final, achei horrível… Não recomendaria a ninguem, para falar a verdade

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