Resenha | O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

O Morro dos Ventos Uivantes
Autor(a): Emily Brontë
Editora: Zahar
Páginas: 376
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

O Morro dos Ventos Uivantes é um dos livros mais famosos da literatura e sua leitura é perturbadora. Ao longo dessa resenha, pretendo demonstrar, logicamente não da mesma forma e nem no mesmo nível que Brontë, como é essa reação.

O desenrolar da história ocorre quando o Sr. Lockwood, inquilino de Heathcliff, chega ao Morro dos ventos uivantes, propriedade deste último. Lockwood não teve uma boa recepção e os moradores do Morro, incluindo Heathcliff, possuía comportamentos bastante rudes para a sociedade. Lockwood, curioso, perguntou à sua empregada Nelly a história de Heathcliff.

A partir do relato da Srta. Nelly Dean sabemos que Heathcliff era, na verdade, uma criança que foi trazida pelo Sr. Earnshaw para viver com seus dois filhos, Catherine – a caçula – e Hindley Earnshaw – o mais velho. Heathcliff foi considerado um cigano pelos moradores da região, sendo um dos motivos por ser desprezado. Seu comportamento, desde criança, também era condenado.

O filho mais velho e herdeiro da propriedade, Hindley, despreza Heathcliff. Já Catherine, não. Nasceu entre ela e Heathcliff um sentimento de cumplicidade e amizade que se tornou mais forte quando cresceram. Catherine se casou com Sr. Edgar Linton, morador de uma propriedade próxima ao Morro dos ventos uivantes, a Thrushcross Grange.

Catherine e Heathcliff eram apaixonados e o casamento dela com o Sr. Edgar Linton fez com que este entrasse na lista de vingança do Heathcliff. Catherine e Edgar têm uma filha, mas morrera ao dar a luz. Sua filha recebeu o seu nome.

Já Heathcliff fez de tudo para desprezar sua esposa. Isabel Linton, irmã de Linton, antes do falecimento de Catherine, criara uma representação de Heathcliff e ignorou os conselhos da sua nora, de seu irmão e da Srta. Dean, casando-se com Heathcliff. Notando que sempre esteve errada, abandonou o Morro na primeira oportunidade e dá a luz a um filho.

A sensação dada pela obra é única, como bem disse uma amiga. É difícil decidir se gostou ou não quando a história termina. Isso porque os personagens são desprezíveis e não é possível criar uma identificação com algum deles.

O que muitos chegaram a afirmar é que essa obra provavelmente não foi escrita por Emily Brontë, mas por seu irmão, pois as atitudes dos personagens são repugnantes. Não sei se é verdade, mas provavelmente o fato de uma mulher escrever uma obra como essa é limitar a capacidade de imaginação da mulher.

Emily Brontë era irmã de Charlotte Brontë – autora de “Jane Eyre” – e de Anne Brontë – autora de “A inquilina de Wildfell Hall”, considerado um dos primeiros romances feministas. Elas ainda tinham mais um irmão, Patrick Branwell, e mais duas irmãs mais velha, Maria e Elizabeth, mas apenas as três primeiras eram escritoras.

Emily era considerada tímida e introvertida. Nasceu em 1818 e faleceu em 1848 aos 30 anos na mesma região onde nascera, Yorkshire, Inglaterra.

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