[Resenha] O que Há de Estranho em Mim, de Gayle Forman

O que Há de Estranho em Mim
Autor(a): Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Avaliação: 4.8
Capa: 4.5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Em O que há de estranho em mim, Gayle Forman surpreende seus leitores mais uma vez. Em seu primeiro livro de ficção, a autora critica a insistente padronização de comportamentos.

Brit é uma adolescente com problemas familiares, como qualquer outra. Para fugir daquilo que a persegue, a jovem aguça sua personalidade ao entrar em uma banda, pintar os cabelos e fazer tatuagens. Só que a menina é surpreendida quando em uma suposta viagem em família, seu pai a deixa em uma escola interna sem saber o real motivo.

Sentindo-se traída pela pessoa que mais ama, Brit passa a ter de enfrentar os procedimentos absurdos que a instituição aplica em suas internas e para isso ela conta com a ajuda de quatro outras internas que vão progressivamente tornando-se suas amigas. Mas uma série de injustiças e todo o tratamento da escola com todas as garotas faz com que as cinco unam-se para um bem comum: o de pôr a escola abaixo.

Em sua obra mais recentemente publicada pela editora Arqueiro, Gayle Forman apresenta uma história muito bem desenvolvida, com personagens reais e uma protagonista extremamente determinada e de muita personalidade.

A autora ainda faz uso de sua maestria na escrita e no desenrolar de acontecimentos para fazer uma denúncia social ao elaborar um paralelo entre a fictícia escola ditadora e a real sociedade em que vivemos atualmente. Quem realmente precisa de ajuda e de um tratamento psicológico, as pessoas que vivem sendo quem realmente são ou as que insistem em transformá-las através de um padrão pré-determinado?

Tal crítica é feita a partir do momento em que o mesmo tratamento para consertar “desvios de condutas” são aplicadas às diferentes meninas: lésbicas, promíscuas, gordas. Adolescentes que não escondem quem realmente são, mas que incomodam seus pais e a sociedade por isso. Nada muito diferente do que vivemos atualmente, não?

O fato é que mais uma vez Gayle consegue fazer o leitor refletir acerca daquilo que o cerca, questionar os acontecimentos que para nós são apenas corriqueiros através de uma narrativa fluida, uma história objetiva, com início meio e fim, além, é claro, de situações de muita emoção.

Ainda, a história presente no livro ensina sobre o valor das reais amizades e da confiança que se tem em si próprio. Mais uma vez, um livro de Gayle altamente recomendado por mim.

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