Resenha | O Teorema Katherine, de John Green

O Teorema Katherine
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Avaliação: 4.2
Capa: 4.5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Porque 19 Katherines é o limite. Ou não.

Existem dois tipos de pessoas: o terminante e o terminado. Colin definitivamente faz parte do segundo tipo, afinal, suas dezenove ex namoradas (todas chamadas de Katherine) escolheram terminar o relacionamento, e não o contrário.

Quando Katherine XIX dá “seu golpe final” em um momento nada apropriado, Colin – que ainda não teve seu momento “Eureka”, algo muito assustador para um garoto prodígio – e Hassan, seu melhor amigo, resolvem fazer uma viagem de carro. Refrescar a mente, sair do comum, é isso que eles precisam.

“No começo, cê precisa mijar; no meio, cê mija; no fim, passando por romance e aventura, seu pinto é salvo das mandíbulas de um leão faminto pela coragem de uma menina motivada por seu amor eterno por pintos gigantes. E a moral da história é que uma namorada heroica, mais um pinto gigante salvam qualquer um até das situações mais desesperadoras.”
— Página 128

John Green mostra todo seu charme literário novamente em O Teorema Katherine. Apesar de um pouco de matemática, algo que geralmente não se procura em livros de ficção, é impossível não se divertir com a lógica da personagem principal.

Sendo um menino prodígio com muito esforço (ele nunca, em nenhum momento, deixou de estudar), lidamos com uma personagem que, se fosse real, provavelmente iria nos tirar um pouco do sério devido à grande dedicação em ser apenas o melhor, em todas as matérias.

“É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por sua pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”
— Página 141

Novamente o sarcasmo e a ironia se juntam para fazer de O Teorema Katherine um livro que nos deixa com um sorriso no rosto em todas as páginas. Pelo assunto, até pode se presumir que as piadas serão as mesmas que sempre ouvimos quando o tema é relacionamento amoroso. Todavia, John Green surpreende até mesmo nisso.

A graça está além de um cara ter tido dezenove namoradas com o mesmo nome, está intrínseca nele, na sua personalidade, nas consequências de suas ações e em momentos inusitados.

“Os livros são o melhor exemplo de Terminado: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão o amor.”
— Página 148

É por isso que a leitura se torna indispensável, que o livro entrou para os favoritos e que a leitura flui facilmente. Você pode não se apaixonar por nenhuma Katherine, nem sentir pena de Colin, e até mesmo (caso se esforce muito) não rir com Hassan, mas é totalmente impossível não gostar da leitura.

“Eu acho que, tipo… tipo, que a sua importância é definida pelas coisas que são importantes procê. Seu valor é o mesmo das coisas que ocê valoriza.”
— Página 267

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2 comentários

  1. Juliana Claro Mendes em

    Quero muito esse livro, até hoje só li ACEDE e queria conhecer outro lado do John Green.
    Todo mundo está falando super bem da história, como há era de se esperar, e eu to super ansiosa pra ver os anagramas e essas lógicas aí haha

    Beijos!

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  2. Rafaela Kelly em

    John Green sempre perfeito !

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