[Resenha] O Vitral Encantado, de Diana Wyne Jones

O Vitral Encantado
Autor(a): Diana Wyne Jones
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Avaliação: 3.3
Capa: 5 Diagramação: 3 Conteúdo: 2

Em O Vitral Encantado conhecemos Andrew, um professor universitário cuja vida sofre uma reviravolta após a morte de seu avô, o mago Jocelyn. Com a tragédia, Andrew recebe como herança o casarão no campo do avô e toda a vasta extensão de terra protegida por magia.

Juntamente com toda a mudança recente em sua vida, Andrew recebe também a visita inesperada de Aidan, um menino de doze anos vindo de Londres que busca por abrigo no casarão. Juntos, ambos irão descobrir mais sobre o passado e a vida do que imaginariam, além, é claro, de descobrirem os segredos do casarão e como funciona a magia proveniente do velho Jocelyn.

Iniciei a leitura ansiosa por conhecer o universo mágico desenvolvido com a autora para descobrir, ao longo das páginas, um crescente descontetamento com quase tudo aquilo que lia.

Isso porque a narrativa do livro, em terceira pessoa, apresenta o leitor a uma vasta quantidade de personagens únicos e peculiares. Porém, ao mesmo tempo, não nos introduz o desenrolar de seus relacionamentos ao ponto de alguns acontecimentos se darem de súbito.

Ainda, o universo criado pela autora não me pareceu ter sido apresentado de maneira completa e integral. O mau desenrolar da história, a meu ver, fez com que eu me perguntasse diversas vezes como os elementos se relacionavam, o motivo de existir tal magia, como tudo se dava e, acima de tudo, qual a importância do vitral colorido existente na casa. Cheguei a três quartos da história sem saber como a magia do vitral – elemento principal da história que inclusive dá nome ao livro – realmente funcionava.

A escrita de Diana, simples e de fácil entendimento, não influenciou a leitura negativamente, cumprindo seu papel enquanto gênero infanto-juvenil. Assim, ainda que a história tenha apresentado alguns aspectos em seu desenvolvimento que me incomodaram, a trama apresentada não deixa de desenvolver a imaginação de quem lê, além de conter diversos elementos de fantasia preparados para entreter o leitor.

Ainda, acredito que esses mesmos elementos, por serem muitos e bastante semelhantes, possam vir a confundir a linha de raciocínio de leitores de baixas idades.

O livro é uma ótima pedida aos leitores assíduos do gênero, mas alerto para que não iniciem a leitura esperando algo intrincado, surpreendente e elaborado. Ainda que uma boa leitura, o livro não atende a essas expectativas.

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