[Resenha] Obsidiana, de Jennifer L. Armentrout

Obsidiana
Autor(a): Jennifer L. Armentrout
Editora: Valentina
Páginas: 320
Avaliação: 4
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 4

Começo razoável, final empolgante

Kat acaba de se mudar para uma pequena cidade do interior e precisa lidar com a mudança. Da mudança foi ideia de sua mãe, que agora passa boa parte do tempo em um de seus dois empregos, numa tentativa final de seguir a vida após a morte do marido, anos antes.

Para Kat, a mudança significa tentar lembrar do pai de um jeito menos doloroso, cuidar do blog literário, conhecer os vizinhos (com incentivo constante de sua mãe) e nova escola. Os vizinhos são Dee e Daemon, irmãos cuja beleza não é normal, é extraordinária. Enquanto ela é um amor de pessoa, sempre preocupada em formar novos amigos e não afastá-los, Daemon é o babaca completo.

O problema é que Kat não acha muitas formas de ser amiga de Dee, que a acolheu tão bem, sem ter que aturar Daemon, que a encontra sempre com as piores desculpas e mudanças de humor que é difícil acompanhar.

Preciso admitir: o começo de Obsidiana não me convenceu. Entendo o clichê e os suspiros para o bad boy sensual com falas desafiadoras, mas acho que existe um limite para ambos (ou pelo menos para o segundo) – e ele é construído como o perfeito babaca. E babaca mesmo, do tipo que brinca com as pessoas e a gente não consegue acompanhar. Se ele fosse real, mereceria um fora e um “nunca mais quero te ver na vida”.

Entretanto, quando as coisas vão ficando mais interessantes, a história para de ser forçada. Entendo que o começo de uma narrativa sobrenatural possa ser complicado, mas certamente poderia ser bem melhor neste livro. Passado isso, torna-se difícil abandonar a leitura.

Kat demora um pouco para tomar atitudes e, às vezes, culpa-se quando as toma, o que é um tanto frustrante. Quando as coisas são explicadas, Daemon passa de insuportável e babaca o tempo inteiro para alguém que faça sentido – e aí sim as conversas, o clima e a dinâmica dele com Kat fica interessante de acompanhar.

Ash aparece apenas para fazer o papel da menina má, o que também me frustrou um pouco. Ela podia ser isso, mas o sumiço dela depois de cumprida a missão indica que sua existência ali, pelo menos nesse primeiro volume, é dispensável. Em muitos outros momentos ela podia ter desempenhado outro papel, mais marcante.

Apesar das críticas, gostei da história, mais do que esperava. O final me deixou ansiosa para o próximo volume que, acho, será empolgante do início ao fim por não ter que apresentar o universo e já ter uma série de questões já resolvidas.

Fiquei presa à narrativa do meio para o final e li em apenas um dia. Recomendo para quem gosta do gênero e quer um romance que seja estimulante (e não estou falando de sexo, mas da dinâmica do casal).

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