Resenha | Onde Deixarei Meu Coração, de Sarra Manning

Onde Deixarei Meu Coração
Autor(a): Sarra Manning
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Por Bárbara Patólea
exclusivamente para o projeto Beletristas

A mãe de Bea engravidou quando ainda era bem nova e não deseja o mesmo para a filha. Por isso, faz com que Bea raramente saia para festas, passe muito tempo longe de casa ou faça qualquer coisa que possa ameaçar o controle que tem sobre sua vida.

Resumindo, a mãe dela é super protetora. Então, naturalmente, ela também estranha quando Ayesha reaparece na vida da filha. Durante muitos anos, as duas foram melhores amigas, até que elas cresceram e Ayesha entrou para o grupo das populares, deixando Bea completamente de lado.

Isso, entretanto, não impede que Bea tente uma nova amizade com ela. O que começa com um almoço estranho fora da escola, acaba a levando para o grupo das meninas mais populares, cuja líder é Ruby.

Incluída no grupo, ela agora tem uma nova rotina e, se Ruby quer viajar para a Espanha e precisa que Bea vá junto, bom, não vai ser a mãe que vai impedi-la. Claro que a viagem acaba não sendo mil maravilhas e, quando Bea percebe, está na estação de trem, indo para a França.

É ao perder a estação que deveria saltar que ela conhece Toph e seu grupo de dois amigos e três amigas. Juntos, eles decidem mudar o roteiro da viagem e aproveitar a oportunidade de se conhecerem melhor.

Onde Deixarei Meu Coração é uma história principalmente sobre crescimento. No início do livro, Bea é uma menina reclusa, sem atitude e que deixa qualquer um falar o que quiser dela, sempre colocando-se em dúvida.

Felizmente, a viagem para a Espanha faz com que um novo lado desperte e ela comece a mostrar para si mesma e para os outros quem ela realmente é. Até a viagem, não estava exatamente gostando da história, gosto das personagens que tomam iniciativa, não das que aceitam tudo caladas.

Sem a mãe por perto, com a ilusão de seu pai na França e sozinha no trem, ela precisa decidir quem é e o que fazer, ou seja, lidar com os problemas por conta própria e decidir quais são as melhores opções para ela.

Toph, é claro, é maravilhoso. Responsável, romântico, engraçado e inteligente, sabe planejar (e muito bem, diga-se de passagem) o momento dos dois juntos e arranca suspiros de qualquer leitora. É impossível não se apaixonar por ele.

Sarra Manning tem uma narrativa envolvente, sempre com uma piada que nos tire um sorriso ou alguma aventura original. Ainda que, quando o assunto seja o pai de Bea, ela poderia ter desenvolvido melhor a história.

É interessante acompanhar o relacionamento entre as personagens, sem que nenhuma delas fique excluída quando não deveria estar. O entrosamento é realista, muito natural e não dá muito espaço para dúvidas.

Nós sabemos quem são as personagens e suas características, mesmo que Bea se faça de inocente e decida por não vê-las. É um livro bastante infanto-juvenil, mas muito gostoso de ler.

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2 comentários

  1. Carla em

    Eu curto essas histórias de crescimento pessoal.
    As vezes os livros ficam só mto focados no casal que esquecem do desenvolvimento dos personagens. Acho isso primordial.
    Já ouvi falar desse livro e dessa autora, embora ainda tenha lido nenhum, mas pretendo. Gostei da história pelo o que vc disse, embora também não goste de personagens passivas. Tendem a ser um pouco irritantes…

    Beijoooos!
    http://lapiselivros.blogspot.com.br/

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    1. Camille Labanca em

      Gosto desse tipo de história também. Acho que não me envolvi tanto com a leitura por ser mais infanto-juvenil, mas a Bárbara gostou tanto que fiquei com vontade de tentar ler <3

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