Resenha | Os Adoráveis, de Sarra Manning

Os Adoráveis
Autor(a): Sarra Manning
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Avaliação: 4
Capa: 3.5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Fofo e romântico como Stephanie Perkins, além de muito tecnológico.

Jeane é o tipo de garota excluída na escola. Seu único amigo – a única pessoa com quem ela conversa, na verdade – é seu namorado, que nem parece gostar tanto dela assim. Entretanto, fora dela, Jeane é referência.

Seu blog, o Adorkable, está na lista dos mais conhecidos quando o assunto é moda e comportamento. Seu twitter tem mais seguidores do que o de muitos famosos e seus assuntos variam de cupcakes a acontecimentos do dia a dia. Sem nunca, em hipótese alguma, falar sobre pessoas que conheça pessoalmente.

Pelo menos até que Michael a faz prestar atenção nos detalhes. Michael, o garoto que ela mais odeia no mundo e que nem precisava derrubá-la da bicicleta para sustentar isso. Michael, que também a odeia com todas as forças pelo jeito ridículo de agir com os outros. A menos que… Será que tudo tem um motivo?

Ao mesmo tempo que o livro de Sarra Manning me conquistou, ela me fez repensar a parte da tecnologia. Se há algo que tenha me desanimado – e eu sei que isso soa completamente contraditório – foi o excesso de redes sociais em todas as situações. Claro que essa é uma questão pessoal e quase sem sustento, afinal, era para ser exatamente assim.

Por este motivo consegui passar por cima do que achei de mais e me foquei em outros pontos. Por exemplo, Jeane usa todas as redes a seu favor e serve de exemplo para o tanto que se pode conseguir através de um blog ou twitter. Além disso, ela é bem desenvolvida mesmo durante as mudanças – a princípio quase sutis.

Michael também é incrível como personagem. É o garoto mais popular da escola, mas não tem os pais mais descontraídos do mundo. Exigem muito dele e, querendo ser perfeito, ele faz o máximo que pode, geralmente conseguindo ser o que esperam. Faz sentido como eles se aproximam e é impossível não torcer logo nas primeiras páginas pelos opostos que se atraem.

Nenhum dos dois caem no clichê dos gêneros, também. Certo, Jeane é estranha e Michael é popular – mas que tal mudar um pouquinho e fazer a personalidade dela ser um pouco diferente? E a dele ser mais do que uma cabeça que se interessa por quem não liga para ele? Por isso, Os Adoráveis consegue também ser original.

Para completar, e por favor imaginem que essa resenha é um bolo de cenoura que falta apenas a calda de chocolate, a leitura é tão leve que faz ser impossível largar. Para os fãs de Stephanie Perkins, está aí uma leitura incrível garantida.

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