Resenha | Os Vivos e os Mortos, de Susan Beth Pfeffer

Os Vivos e Os Mortos
Autor(a): Susan Beth Pfeffer
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Os Vivos e os Mortos é o segundo volume da série Os Últimos Sobreviventes. Aqui, a história é contada desde o início, sob o ponto de vista de Alex, um porto-riquenho de 17 anos que mora em Nova York. Quando a Lua se aproxima da Terra por causa de um evento astronômico, o clima do planeta muda de forma drástica.

As estações não são mais bem definidas e um frio congelante se aproxima. As marés mudam completamente, fazendo ondas enormes atingirem todas as cidades próximas de praias. Vulcões entram em erupção ao mesmo tempo, deixando o céu completamente cinza. E a luta pela sobrevivência começa.

No dia que o mundo deixou de ser como nós conhecemos, o pai de Alex estava viajando para estar em um enterro. A mãe estava de plantão no hospital, e voltaria de metrô para casa. Alex e as duas irmãs, Bri e Julie, estão em casa, esperando quaisquer notícias sobre os dois, mas sem muitas esperanças: a cidade onde o pai estava foi inundada, assim como o metrô. Seu irmão, que está no exército, conseguiu contato apenas duas vezes.

Cabe a ele tentar manter a família minimamente unida, alimentada e, bem, viva. As aulas nas escolas continuam, mas alunos e professores vão desaparecendo. A um momento, ir à escola deixa de ser para aprender, tentar entrar numa universidade e ter uma vida. É questão de ter almoço, talvez a única coisa que vá comer durante o dia.

Os Vivos e os Mortos é um livro tão cru quanto A Vida Como Ela Era. Ainda que seja um livro de conteúdo pesado, abordando a sobrevivência e o quão longe podemos chegar para tentar nos manter vivos, é um livro sobre família e fé. É puro na tristeza, mas simples de entender.

Suas personagens, principalmente Alex, são humanas. Longe da perfeição, longe de ser o tipo de personagem que nos faz criar sentimentos a seu respeito. A gente acompanha à certa distância, como pessoas luxuosas que não precisam lidar com mortos a cada passo que dão, com ratos tendo comida de sobra, com relógios sendo moeda de troca.

O primeiro e o segundo livro não se conectam agora, apenas no próximo volume (que, espero, saia logo!), e é impossível não começar a pensar como e quanto essa união vai acontecer. Duas experiências traumáticas, muito bem escritas, com desenvolvimento maravilhoso e que merecem, sim, a leitura.

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