[Resenha] Passarinha, de Kathryn Erskine

Passarinha
Autor(a): Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Páginas: 224
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

“Inesquecível” e “incrível” não chega nem perto de descrever.

Sabe aquele livro que todo mundo fala tão bem que você pensa “ok, preciso comprar”? Pois bem, Passarinha estava na minha lista de desejados há muito tempo. Quando a Valentina me deu a oportunidade de parceria, corri para pedi-lo.

Recebi pouco depois. Comecei a ler no mesmo minuto. Terminei dias até demais depois. Mas ei, está achando que isso é negativo? Não quando estamos falando da escrita de Kathryn Erskine.

Ela diz que preciso ser paciente e continuar tentando. Às vezes as coisas não dão certo da primeira vez mas no fim acabam dando.
— Página 150

A história é a seguinte: Caitlin tem apenas 10 anos e é autista. É ela que nos narra os acontecimentos, levando tudo ao pé da letra e seguindo as dicas – porque “ordens” soa muito pesado – de sua psicóloga.

Ela mora com o pai e não pode entrar no quarto do irmão, Devon, porque a porta está fechada. E Caitlin aprendeu que, se a porta está fechada, não é para abrir. Pelo menos não sem pedir permissão.

Boa e forte e bonita. Gostei dessas palavras. Parecem com Devon. Quero construir uma coisa boa e forte e bonita.
— Página 159

Coisa que ela não pode fazer, porque Devon está morto. Seu pai ainda está aprendendo a lidar com a morte dele e não a deixaria entrar lá. De qualquer forma, Caitlin tem uma missão: encontrar o Desfecho.

Enquanto ela busca o significado e o Desfecho propriamente dito, nós vamos conhecendo mais sobre ela, sua família, os acontecimentos que os levaram até aquele momento e sobre o autismo.

Acho que não vou gostar nada disso. Acho que vai doer. Mas talvez depois da dor eu consiga fazer uma coisa boa e forte e bonita de tudo isso.
— Página 167

Sim, demorei para terminar. Não meses, mas com certeza mais dias do que demoraria em outros livros tão bons quanto este. O motivo? Passarinha foi feito para refletir.

Durante toda a leitura, foi muito comum ler um parágrafo e passar vários momentos pensando sobre o que ele falava. As coisas que estavam nas entrelinhas, em meio a uma sinceridade absoluta e inocência.

Claro que você pode ler de forma mais despretensiosa, fazendo com que você termine o livro em um tempo bem curto. Até porque é muito bem escrito, inteligente e fácil de entender. Com personagens cativantes, fica difícil não se apegar a eles.

Poucos livros conseguem ser tão envolventes e incríveis assim. Kathryn queria passar uma mensagem e com certeza conseguiu. Por isso mesmo acredito que toda e qualquer pessoa no mundo deveria parar o que está fazendo e começar a ler Passarinha.

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