Resenha | Pega lá uma chave de fenda, de Ruth Manus

Pega Lá Uma Chave de Fenda
Autor(a): Ruth Manus
Editora: Benvirá
Páginas: 136
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Pega lá uma chave de fenda é desses livros que a gente pega para ler e termina em um dia. Dividido em partes, o tema é claro: amor. Eu o li sentada numa livraria, com um cappuccino bem doce pra beber aos poucos e enquanto esperava um filme de ação começar. A minha surpresa maior veio quando, embalada pela leitura, li um texto que só me deixou uma solução.

Precisei levantar, pagar a conta e ir para qualquer outro lugar. Foi literalmente uma frase que me atingiu em cheio e tornou impossível continuar a leitura do mesmo jeito que eu estava antes. Sem tanto carinho, mas com uma intensidade de poucos, Ruth Manus sacudiu meu mundo e me fez sair do lugar.

O mais gostoso é como o amor de mãe e filha convivem nas páginas junto ao amor próprio e o amor romântico. Os textos não são divididos por essa temática, o que significa que em um momento estamos falando de falando de ansiedade — um dos melhores textos do livro, na minha opinião — e, no instante seguinte, temos uma carta para um ex. O mais incrível é que de fato funciona: não ficam palavras soltas, misturadas e sem sentido.

A leitura de Pega lá uma chave de fenda, que é também um dos últimos textos do livro, é fluida, fácil e impactante. Não foi desses livros que me peguei parando a cada dois segundos para marcar uma frase incrível, principalmente porque é difícil escolher apenas um trecho quando o texto inteiro faz todo o sentido.

A edição da Benvirá me deixou com o pé atrás por causa do tamanho da fonte, mas é incrível como até isso combina com a leveza dos textos, sejam aqueles que falam apenas sobre noites dormidas em colchões alheios quanto os que exploram verdades de um relacionamento que não deu certo. A diagramação é impecável, as fontes escolhidas são perfeitas e tudo combina com o que está escrito. Diga-se de passagem, não encontrei nenhum erro.

Só me resta encerrar essa resenha com um pedido para que Manus não pare de escrever nunca, e que este tenha sido o primeiro de muitos outros livros. Meus dedos estão cruzados, só me resta aguardar pela notícia de outro lançamento.

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