Resenha | Pela Noite Eterna, de Veronica Rossi

Pela Noite Eterna
Autor(a): Veronica Rossi
Editora: Rocco
Páginas: 299
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Perry e Ária finalmente se reencontram: ele sente seu cheiro, sua presença e vai ao seu encontro. Não satisfeito, decide que precisa levá-la para os Marés. Soberano de Sangue, ele quer que ela conheça de fato sua terra, onde ele vive e, agora, comanda.

O problema é que ser uma Ocupante em terras Selvagens não é nada fácil. Ela, claro, não é bem recebida e, mesmo sem expor seu relacionamento com Perry, todos estão desconfiados. Para piorar, a comunidade não está exatamente acostumada e empolgada com Perry: um líder que, se for preciso, joga-se ao mar para salvar um senhor de sua tribo. Para eles, isso é apenas estupidez, já que sua vida vale muito mais que a do outro.

As coisas se complicam ainda mais em uma noite e, na manhã seguinte, Perry se descobre sozinho. Roar e Ária saíram da tribo – Roar para encontrar Liv, Ária em busca do Azul Sereno – e dói nele não poder estar com os dois. Olhando ao redor, ele guarda a certeza de que dias piores estão por vir, e vai precisar enfrentá-los se quiser sobreviver.

Gosto do ambiente futurista e sobrenatural da trilogia Never Sky. Pela Noite Eterna não traz muito de Perry e Ária juntos – o que é uma pena, porque esses dois me tiram suspiros -, mas tem uma pegada intensa do início ao fim. Ária precisa descobrir onde fica o Azul Sereno, não só por ela ou por Perry, mas por Talon e pelos demais Ocupantes.

“Perry dava uma sensação de certeza, de que algo era certo. Ela sentia isso em todos os momentos em que estava a seu lado. Mesmo nos errados. Mesmo nos dolorosos, como agora.”

Algo está errado e, ainda que não consiga nem imaginar o que de fato é, ela sabe que os dias estão contados. E gosto das atitudes que ela toma para lidar com os problemas. Ária é prática, honesta e direta, não perde tempo com choramingos e miudezas. Ela sabe o que quer, o que precisa, e planeja os próximos passos para conseguir atingir seus objetivos.

Perry está, talvez, mais irresistível. No primeiro livro, sua caracterização foi primeiramente como um Selvagem – alguém estranho, com uns sentidos aguçados e que entende da vida à céu aberto como ninguém -, enquanto Ária era quase inocente, por ter vivido segura sua vida toda. Aqui, entretanto, ele tem mais responsabilidades e uma carga sentimental muito maior.

E, entenda, quando falo de carga sentimental não estou falando de dramas desnecessários, nem de lamentações. Perry precisa descobrir como fazer com que confiem nele, e isso não é fácil. Precisa ainda entender as atitudes de pessoas próximas e saber como lidar com elas.

Veronica Rossi não deixa as demais personagens de lado, entretanto. O ponto de vista narrativo entre Perry e Ária torna isso muito mais fácil. Então temos o suficiente de Soren, Talo, Roar e Cinder, por exemplo. Como suas vidas continuam, quais são suas histórias e como é possível lidar com o futuro que aguarda cada um.

Pela Noite Eterna me conquistou e mal posso esperar para o último volume da trilogia. Merece, muito, ser lido.

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