Resenha | Pensei que fosse verdade, de Huntley Fitzpatrick

Pensei que fosse verdade
Autor(a): Huntley Fitzpatrick
Editora: Valentina
Páginas: 336
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Gwen está de férias, o tempo perfeito para descansar, aproveitar a praia e ficar com o irmão mais novo. Mais ou menos. Isso porque, na cidade de Seashell, um lugar onde todo mundo sabe tudo sobre todo mundo, ela não tem opção que não inclua ajudar seu pai na sorveteria que, para a alta temporada, fica aberta em tempo integral.

Esse não é seu único trabalho, entretanto. Para ajudar em casa, ela também trabalha para famílias ricas. Seus pais são separados, e ela mora com a mãe, o irmão e o avô. Logo no início do livro, ela está ajudando o pai quando percebe um grupo de garotos chegando e aproveita a primeira oportunidade para fugir dali. Tudo que mais quer é fazer com que o último ano da escola passe rápido, permitindo que deixe para trás os esses garotos, o seu passado, aquela cidade e o ano que acabou de se encerrar.

Seu ponto fraco não é o irmão especial, que não se encaixa em nenhum diagnóstico. Nem exatamente no tanto que precisa trabalhar para ajudar a família humilde. Seu ponto fraco é Cassidy. E, para seu azar, Cass é o faz-tudo neste verão na cada de uma senhora. O que não seria nada demais se, por acaso, ela não tivesse sido contratada para ser acompanhante da mesmíssima senhora.

Isso significa que ele vai estar em todos os lugares nos quais muito provavelmente Gwen estará, deixando pouquíssimo tempo para ela para se recuperar desses encontros e desencontros. É naturalmente assim que eles voltam a conversar (a princípio não sabemos nada do que aconteceu entre eles), e, conforme vamos nos aprofundando na história e nas personagens, acompanhamos em primeira mão o romance entre os dois.

Pensei que fosse verdade, assim como o primeiro livro da autora, vez com um tom bastante juvenil, o que não prejudica em nada a leitura que, na verdade, aborda temas importantes e faz críticas à sociedade. Huntley Fitzpatrick tem talento para descrever garotos fofos, mas realistas, e personagens secundárias que são interessantes e têm sua própria história para contar.

Gwen é uma menina que está aprendendo a virar adulta. Isso, é claro, inclui muitas escolhas ruins, atitudes que vão amadurecendo com o tempo e reações próprias para a sua idade. Gwen comete erros, tem mil perguntas sobre si mesma para responder, mas em nenhum momento se torna uma personagem chata.

É nesse amadurecimento geral que o livro foca. É nesse processo que está sua graça, seus detalhes e seu charme. Com escrita fluida, a história não se perde nas personagens nem nos acontecimentos, nem mesmo quando passado e presente se misturam para nos fazer entender tudo que aconteceu, e como aconteceu.

Se é um livro que merece a leitura? É sim. Não tem como não se encantar pelo desenvolvimento bem-feito da história.

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