Resenha | Pó de Lua, de Clarice Freire

Pó de Lua
Autor(a): Clarice Freire
Editora: Intrínseca
Páginas: 192
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Um pedaço de mim na lua

Quando a Intrínseca anunciou o livro de Clarice Freire, admito que fiquei um pouco animada, mas nem tanto assim. Já conhecia a página do facebook (minha mãe me apresentou) e acompanhava as postagens, mas nem sempre me identificava com o que era escrito ou desenhado.

Entretanto, com essa onda de publicações diferentes – vide Destrua Este Diário e Eu Me Chamo Antônio – fiquei interessada em Pó de Lua. Não só pelo conteúdo, mas pelo cuidado da editora com o livro, o fato dele parecer um moleskine porque é onde a autora costuma escrever, ou as folhas serem pintadas de azul.

Resenha Pó de Lua, de Clarice Freire

Mesmo a diagramação: com as informações da autora ao final do livro, os desenhos que às vezes ligam as páginas, e as páginas separatórias pretas com escritos brancos. Talvez não pareça grande coisa, mas experimente pegar o livro em uma livraria e dê uma folheada, notará que é totalmente diferente.

Como o normal nem sempre me agradou, pedi. E não tenho certeza se todo o conteúdo é inédito ou não, mas definitivamente me vi em todas as fases da lua. Por exemplo: “Quem sabe se juntarmos nossas dúvidas não formamos uma certeza”. A foto não pegou os coraçõezinhos, mas, bom, a frase é auto-explicativa.

Acredito que, em um relacionamento, ninguém pode ser uma metade que pede um complemento – mas, se estamos falando de incertezas, é diferente. A questão do ‘talvez’: talvez o namoro dê certo, talvez a gente se case, talvez a gente fique bem, talvez não. Se duas pessoas se amam, eu (inocentemente?) vejo os ‘talvez’ serem substituídos por certezas. Mesmo que seja enquanto durar.

Resenha Pó de Lua, de Clarice Freire

Sei lá, é complicado explicar coisas assim, que a gente sente lá dentro e faz todo o sentido. Porque isso vem da experiência de cada um também, certo? Imagino que este livro, assim como tantos outros, seja mais ou menos impactante de acordo com o que você viveu, sentiu e pe(n)sou.

Senão isso, pelo menos você tem uma garantia de inspiração. Não sei vocês, mas quando leio uma série de poemas/poesias, quando paro fico criando minhas próprias mentalmente. Nunca as escrevi, depois de alguns minutos minhas rimas todas foram perdidas na memória. Foi inevitável fazer o mesmo depois de ler Pó de Lua.

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2 comentários

  1. Babi Lorentz em

    Eu acho o livro dela super fofo e fiquei babando nele lá na Bienal, mas não comprei por causa do valor.
    Acho que vou acabar pedindo um exemplar pra Editora *-*
    Beijos.

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