[Resenha] Prova de Fogo, de James Dashner

Prova de Fogo
Autor(a): James Dashner
Editora: V&R
Páginas: 400
Avaliação: 4.8
Capa: 4.5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Intenso do início ao fim, sem pausas para respiração

Quando vi que faltava pouco menos de uma semana para o filme sair (e eu estava ansiosa para ele), peguei Prova de Fogo para ler. Maze Runner é o tipo de série que você pega e, se deixar, lê mais de cem páginas por dia sem sentir que está lendo.

Prova de Fogo não foi diferente. O suspiro de alívio após a saída do Labirinto durou… Um parágrafo? Logo James Dashner nos envolve em uma narrativa inquietante, sem meias palavras, sem delicadeza e, principalmente, sem explicações.

Teresa, para início de conversa, é colocada em um quarto separado do dormitório dos meninos, para logo em seguida acordar Thomas deixando claro que há algo errado. Se ao menos ele tivesse de fato acordado com os gritos em sua cabeça… Quando de fato abre os olhos, não só Teresa não está onde deveria, como Aris estava no seu lugar.

Quem diabos é Aris, você pensa. E eu respondo porque esse é logo o início do livro: Aris fazia parte de outro experimento, um segundo Labirinto, o Grupo B. A única diferença nos experimentos é que, no caso do Grupo A, eram todos meninos com uma menina. No Grupo B, eram todas meninas e um menino.

Eu poderia tentar – tentar apenas – explicar o início da narrativa, mas a verdade é que são tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, impactando nossa linha de raciocínio, que é impossível fazer isso sem soar muito confuso. Então, adianto: leiam o livro.

Algumas coisas me chamaram mais atenção na narrativa. A primeira delas é que o Grupo B tem mais sobreviventes que o Grupo A – e preciso dizer que isso me aqueceu o coração e fez surgir o sentimento de orgulho junto à vontade de falar um “you go, girl!”.

Segundo, amei a forma como o autor está desenvolvendo a história. Você não consegue saber o que é certo e o que é errado, quem está mentindo e quem está falando a verdade. Toda vez que vejo CRUEL é bom eu fico me mordendo pensando “não é, não!” seguido de um “né?”.

O final surpreendente, emocionante e inquietante vai, definitivamente, fazer você querer pegar o próximo livro de imediato – como eu estou querendo. Mais que isso, prepare-se para se apaixonar não só por Thomas, o que nos é esperado considerando que é a personagem principal, mas Newt e Minho continuam sendo personagens tão fortes e de personalidade invejável que não tem como.

Só penso que pode morrer todo mundo, menos eles três. Por favor, eles três não.

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