Resenha | Quase um Romance, de Megan Maxwell

Quase um Romance
Autor(a): Megan Maxwell
Editora: Suma de Letras
Páginas: 232
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3

Da mesma autora de Peça-me o que quiser, Quase um Romance narra a história de Rebeca, uma mulher que é bonita, mas sem os exageros idealizados dos romances, e que está muito bem obrigada cuidando da própria vida profissional.

Ela definitivamente não está à procura do homem ideal — porém conhece Paul quando está procurando uma jaqueta para dar de presente para um dos irmãos. Piloto de MotoGP, Paul é exatamente o tipo de homem que a gente espera encontrar nesses romances: lindo, maravilhoso, atlético, gostoso. O que quebra um pouco isso é o fato de que ele não é exatamente o tipo de homem que se preocupa com quantidade, em vez de qualidade.

Inclusive, Paul tem uma filha, é um tanto na dele. A aproximação dos dois começa sutil, mais uma amizade que um romance propriamente dito. Só que, já sabemos, sempre que um casal tem uma química tão forte quanto a deles, é só questão de tempo até que toda a calmaria vá para os ares. E, no caso, um tempo até relativamente curto.

Quase um Romance não traz o melhor de Megan Maxwell, é verdade. Não é um livro focado em sexo e em posições e em dominação, é um chick lit que tenta abordar um pouco de suspense, mas se perde em meio às personagens e não exatamente conquista.

O casal principal nos faz dar uns suspiros, sem a menor dúvida, mas o que Paul tem que bom, Rebeca tem de problemática — ela não é dessas personagens que facilitam a vida e, às vezes, nos dá aquela vontade de dar uns gritos pra ver se ela entende o que é certo e errado para se fazer.

O desenvolvimento de toda narrativa é rápido, o que poderia ser bastante positivo se a autora não tentasse encaixar mil assuntos em poucas páginas. Algumas coisas poderiam não ser exploradas nas personagens secundárias, e a distinção (absurdamente clara) entre o “bem” e o “mal” poderia ter sido melhor trabalhada, criando personalidades mais interessantes para as personagens.

A cachorrinha (Pizza, nome que adorei por sinal) de Rebeca é uma graça, assim como Lorena, a filha de Paul, e as melhores cenas do livro são quando o foco está nas duas. Megan mantém o ritmo de escrita que já conhecemos e gostamos, mas falha um pouco no desenvolvimento de toda a narrativa, deixando claro que a história poderia ser melhor amarrada.

Quase um Romance é um bom livro, mas tinha potencial para ser uma leitura muito melhor do que de fato foi.

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