[Resenha] Quase Uma Rockstar, de Matthew Quick

Quase uma Rockstar
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Avaliação: 4.2
Capa: 4 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 4

Muito bom, mas o mais fraco dos já lançados no Brasil

Enquanto eu não consegui largar O Lado Bom da Vida (confira resenha) e Perdão, Leonard Peacock (confira resenha), foi mais difícil ficar lendo sem parar Quase uma Rockstar. Não porque o livro é ruim, pois não é, só é uma leitura um pouquinho diferente do que eu esperava.

Amber Applenton vive em um ônibus escolar, esperando sua mãe chegar do trabalho, com um cachorro. Ela e o cachorro esquentam um ao outro (ele dorme em cima dela) em meio ao frio que passam. Mas se acha que ela passa todo o tempo se lamentando da situação, está enganado. Sua cabeça está erguida, pensando em um futuro melhor.

Amber fala do seu cotidiano, sempre mostrando o quanto acha que pode fazer a diferença na sua vida e na vida dos outros. É um livro sobre fé, esperança e superação, ainda mais quando, em certo momento, começa a acreditar que talvez nunca receba nada bom por fazer o bem – e então as coisas começam a melhorar.

A história aqui não foi o que me chamou atenção, ainda que Amber seja muito carismática. Foi o talento de Matthew Quick para escrever sobre assuntos sérios em qualquer linguagem. Amber é jovem, então sua linguagem é naturalmente mais juvenil, por exemplo, ela costuma encurtar nomes (JC para Jesus Cristo) e usar gírias.

Vale também falar que o cachorro não é um cachorro qualquer: ele tem importância para a história, tanto quanto a mãe alcoólatra dela, e é difícil segurar as lágrimas no final da narrativa.

Gosto do desenvolvimento da personagem principal, de como Matthew escreve e como passa as emoções. É possível se sentir Amber e fazer parte da vida dela de forma completa. Quase uma Rockstar é um livro para se ter na estante, sem dúvida.

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