[Resenha] Quem é Você, Alasca?, de John Green

Quem é Você, Alasca?
Autor(a): John Green
Editora: Martins Fontes
Páginas: 230
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 3 Conteúdo: 5

Depois de ler os outros livros do John Green, finalmente tive a oportunidade de ler seu primeiro: Quem é Você, Alasca?. Confesso que não me arrependi de ler. Na verdade, me arrependo profundamente de não ter começado por ele.

O livro me fisgou de uma forma como quase nenhum outro conseguiu fazer nos últimos tempos. Cidades de Papel e O Teorema Katherine (principalmente este) me fizeram gargalhar em algumas passagens, assim como me fizeram pensar sobre várias coisas.

A Culpa é das Estrelas me deixou um pouco melancólica e fez com que eu finalmente conhecesse a narrativa de John Green. Mas foi Quem é Você, Alasca? que conseguiu realmente me mostrar o motivo de tantas pessoas serem tão fãs do Verde.

Explicando pra quem ainda não leu nada sobre este livro, Em Quem é Você, Alasca? o protagonista é Miles, um rapaz fascinado por últimas palavras (sim, as últimas palavras quem alguém disse antes de morrer) e que resolve se mudar e ir estudar num internato para procurar o seu “Grande Talvez”.

Ele não tem amigos e não tem motivos para continuar na sua cidade. Talvez, indo pro internato, ele finalmente encontre um lugar melhor, faça novos amigos e conheça o grande amor da sua vida. E ele consegue. Amigos.

François Rabelais. Era poeta. Suas últimas palavras foram: “Saio em busca de um Grande Talvez.” É por isso que estou indo embora. Para não ter de esperar a morte para procurar o Grande Talvez.

Seu colega de quarto, o Coronel (Chip), acaba fazendo como que ele faça parte de sua turma e que conheça pessoas. É por causa do Coronel que ele conhece Alasca. É por causa do Coronel e da Alasca que ele começa a fumar. É também por causa desses novos amigos que ele passa a ser uma pessoa totalmente diferente do que era antes de se mudar.

Não vou expor minha opinião ao dizer se isso é bom ou ruim. Acredito que cada um vai pensar de uma forma quando ler e tirar suas próprias conclusões.

Achei interessante o que John Green fez com todas essas últimas palavras. Acho interessante como ele utilizou isso em Quem é Você, Alasca? não apenas como uma coleção de seu personagem, algo pelo que ele era obcecado, mas como algo que realmente pudesse contextualizar o que ele queria contar com esse livro, fazendo com que tudo ficasse muito mais envolvente, trazendo o leitor para dentro de seu livro. Foi assim que me senti.

Preciso falar e vocês precisam ouvir porque estamos lidando com a coisa mais importante de todas: a procura de um sentido. O que significa ser uma pessoa? Qual é a melhor maneira de ser uma pessoa? Como passamos a existir e o que será de nós quando deixarmos de existir? Em suma: quais são as regras deste jogo e qual é a melhor maneira de jogá-lo?

Gordo (Miles, que ganha esse apelido por ser exatamente o oposto) é um adolescente inteligente, estudioso, nerd, mas que não deixa de ter vontades de ter um amigo e de conhecer uma garota.

Ele continua sendo o que é, mesmo que tenha se deixado influenciar por tantas pessoas, mesmo que tenha mudado algumas atitudes que antes eram normais para ele. Acredito que tenha sido exatamente por causa disso que eu não tenha conseguido largar o livro.

As letrinhas da edição da Martins Fontes vieram minúsculas e isso costuma fazer com que eu deixe o livro de lado por muito tempo, já que minhas vistas ficam atrapalhadas e que acaba deixando a leitura bem mais longa do que realmente parece ser, mas eu não conseguia largar Alasca.

O livro me envolveu, a história me envolveu e, mesmo que eu já soubesse o grande acontecimento do livro (duas alunas me dando spoilers sem que eu tenha pedido), continuei lendo sem parar.

Não sei explicar por que Quem é Você, Alasca? entra na minha lista de favoritos. Talvez por ter me feito pensar. Talvez por ter personagens que, de tão reais, são quase palpáveis. Talvez por ter sido escrito de uma maneira completamente envolvente ou talvez por ter me mostrado um lado diferente do autor.

O que eu realmente esperava dele desde que li A Culpa é das Estrelas. Não consigo dizer os porquês, mas posso afirmas, com toda certeza, que vou sair recomendando este livro por ai sempre que tiver uma oportunidade.

Fica, tem vídeo!

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