Resenha | Rastros de Sangue, de Val McDermid

Rastros de Sangue
Autor(a): Val McDermid
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 488
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

Intenso. Se eu pudesse escolher uma palavra para Rastros de Sangue seria intenso. Se eu tivesse a chance de escolher outra, inquietante. E, se querem saber, nada melhor para um suspense policial sobre serial killers. Preparem-se, vai ser difícil lidar com o início.

Após o último e bizarro caso, Tony decide lutar para criar sua Força-Tarefa Nacional de Criadores de Perfis Criminais Psicológicos com o objetivo claro: multiplicar detives capazes de fazer um trabalho ao menos similar ao seu e naturalmente ajudar em casos nos quais a criação desse perfil seria essencial para um desdobramento efetivo.

Carol, parceria no último caso, poderia muito bem fazer parte dessa turma, mas escolhe seguir outro caminho e aproveitar uma promoção. Agora ela tem uma equipe que confia muito pouco quase nada na sua eficiência e um caso de incêndios que, ela acredita, são criminosos.

A princípio, os dois casos não se uniriam. Mas um exercício faz com que Shaz, a detetive mais promissora da força-tarefa, acabe envolvida em uma situação cuja consequência atinge todos os outros detetives que viam futuro na profissão. De uma hora para a outra, o sonho se tornando realidade vira um pesadelo que, aparentemente, não tem saída.

Rastros de Sangue é inquietante por isso. Não é o tipo de suspense policial no qual não sabemos o que está acontecendo e aguardamos as cenas dos próximos capítulos para começar a entender as coisas e colocar os pontos nos is.

Ao contrário, sabemos exatamente o que está acontecendo, quem está certo e quem está errado. Quem está sendo a pessoa mais burra do universo ao ignorar coisas óbvias e quem está caminhando para o lugar certo. Roemos unha ao nos ver envolvidos numa trama que não temos ideia de como vai se resolver.

Roemos unha quando o descaso faz com que pessoas sejam vítimas. Quando vemos os caminhos sendo traçados e sabemos que o final não é nada promissor. Estão entendendo o que quero dizer com “inquietante” e “intenso”? É difícil se desligar do livro, porque queremos e, possivelmente, precisamos saber mais sobre tudo.

A narrativa bem desenvolvida não deixa espaço para furos. A complexidade não é passada para o leitor um tanto que a faça ser difícil de compreender. Passo a passo, ação e reação, atitudes e desafios, tudo isso com a profundidade das personagens, mesmo quando secundárias. É incrível o quanto Val McDermid consegue criar um livro tão completo em si mesmo.

Para fãs de Harlan Coben e James Patterson, The Wire in the Blood é exatamente o que você precisa e Val McDermid é certamente uma autora para acompanhar. Garanto: não tem como não gostar.

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