[Resenha] Redenção e Submissão, de Nana Pauvolih

Redenção e Submissão
Autor(a): Nana Pauvolih
Editora: Fábrica231
Páginas: 440
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

Matheus e Sophia tiram o fôlego de qualquer um

Matheus, dominador nato, está se recuperando de ter perdido quem acreditava ser o seu verdadeiro amor. Sócio do Catana, um clube BDSM, numa noite ele aceita a proposta do Mestre Sid e coloca uma hora com ele à venda. Ele é comprado por Sophia.

A questão é que Sophia, recém chegada ao Brasil, não tem nada de submissa. Sua postura, seu jeito, seus desejos – ela é dominadora. E chega dizendo que seus olhos “de anjo” o entregam em sua submissão. Pena para ela, Matt não está para brincadeiras e sequer a permite pagar o valor de sua compra.

No dia seguinte ela se apresenta na empresa que a contratou e foi o motivo de ter saído de Portugal e voltado ao Brasil. O dono da empresa, simpático, a apresenta ao andar e ao seu filho, que é vice-diretor. É claro que o filho é Matt.

Admito que, quando vi que ambos eram dominadores, pensei em mil situações que poderiam dar simplesmente muito, muito errado. Como tudo poderia ficar tosco, talvez até sem sal. E estava absurdamente enganada: Matt e Sophia podem se muita coisa, sem sal definitivamente não é uma delas.

Pelo contrário, acabei gostando muito da dinâmica do casal. Todas as cenas quentes, de sexo, quando mediam forças e dominações, acabando por um dominar o outro e, ao mesmo tempo, submetê-los. Ainda mais quando não demora muito para ficar claro que entre eles não acontece só um sexo incrível, indo muito além disso.

“E percebi que só o quis machucar porque era assim que me sentia, magoada e arrasada, com ódio porque o amor dele era para outra mulher e não para mim. Chocada, entendi tudo. Eu o amava. Violentamente. Como nunca amei alguém em minha vida.”

Gosto bastante de Matheus não ser um garoto traumatizado com nada. Ele pratica BDSM porque gosta, ou seja, é uma escolha clara, de cabeça limpa, não motivada por qualquer outra coisa. Gosto disso de assumir o lado, por dizer, “bom e ruim”. Essas características lhe permitindo ser, acima de tudo, romântico.

O caso de Sophia é outro, mas sua personalidade forte foge um pouco do clichê. Ela não costuma se deixar dominar por incertezas, ainda que elas estejam lá e, é claro, guiem suas ações. Ao contrário do que ela pensa em algumas partes do romance, acho que ela se assume e aceita como é – só tem um passado que a perturba apesar de tudo.

Principalmente, gostei como a situação com Rafaela foi resolvida. Foi inteligente, original e sensata. Acho que a melhor cena do livro estava pouco antes, quando Matt convida Sophia para passar o Natal com ele e seus amigos. Foi o clímax perfeito: com romance, aquele quê de rir do outro e tenso na medida certa, o que eu esperava mesmo para o gênero do livro.

No final, Redenção e Submissão foi bem melhor do que eu esperava. Realmente gostei da narrativa, das situações e do desenvolvimento. Exceto algumas frases toscas (vamos tentar fugir dessas coisas, por favor?) e questões de preferência (por exemplo, odeio que fiquem chamando a pessoa que ama de “putinha” ou variações), não tenho do que reclamar. Definitivamente, recomendo.

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