[Resenha] Romeu Imortal, de Stacey Jay

Romeu Imortal
Autor(a): Stacey Jay
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 4.5

A melhora na escrita gerou um livro viciante do início ao fim.

Romeu está sobrevivendo, se é que podemos usar essa palavra, sob uma de suas piores formas, esperando pelo dia de que algo possa mudar, afinal, não há nada mais que ele possa fazer. Esse dia chega quando a Enfermeira de Julieta, uma Embaixadora, faz uma proposta: fazer com que Ariel apaixone-se por ele, passando a acreditar no amor e ser capaz de tudo em nome dele, em troca ele poderá se tornar um Embaixador.

A ideia parece tentadora, e mesmo tendo suas desconfianças de que Mercenários e Embaixadores não sejam tão diferentes assim, ele aceita. Agora, o homem que não sentia absolutamente nada – sequer um toque – tem a chance de ter uma experiência com todos os sentidos novamente. Algo perigoso quando se trata de Romeu e Ariel.

Stacey já tinha deixado claro que Romeu não ficaria com Julieta, o que a princípio não me pareceu uma ideia tão boa assim. Todavia, ao contrário da história de Julieta Imortal, a história de Romeu me encantou do início ao fim, certamente tornando o novo casal muito mais aceitável e também muito mais romântico.

Em Romeu Imortal A escrita teve uma melhora considerável, achei que ficou mais fácil de prosseguir com a história já que estava tão envolvida com ela, algo que não ocorreu no primeiro livro. Romeu me passou muito mais sentimento, emoção e desenvolvimento que Julieta.

Às vezes Ariel se desencaminhou, creio que Stacey acertou quando não apostou em um amor com muita turbulência em si mesmo. O sentimento de Romeu e Ariel é firme desde as primeiras linhas, quando ainda está se desenvolvendo, recuperando as forças (para Ariel) e criando raízes (para Romeu). É a força desse amor contra o resto que tenta manipular, e quando faz isso, Jay acerta e muito na narrativa.

Uma coisa que não gostei e não sou nada a favor foi a tradução do título. “Romeu Redimido” dá um ar muito diferente e tem muito mais a ver com o livro e, digamos, sua função.

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