Resenha | A Rosa Branca, de Amy Ewing

A Rosa Branca
Autor(a): Amy Ewing
Editora: LEYA Brasil
Páginas: 320
Avaliação: 5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 5

A série Cidade Solitária teve seu primeiro livro, A Joia, publicado no ano passado. Agora, A Rosa Branca chegou recentemente às livrarias, mas já promete muito. O livro é continuação direta de seu antecessor, iniciando-se exatamente no mesmo ponto em que o outro terminou.

Em um desfecho tão surpreendente quanto revelador, A Joia não deixou muitas pontas soltas, exceto por aquela que inicia o segundo: Violet descobre que não está tão sozinha quanto imaginava e essa descoberta a leva a conhecer pessoas e lugares, além de tomar conhecimento de acontecimentos do passado da Cidade Solitária, bem como de seus antepassados.

Ainda mais interessante para toda a trama, junto com Violet descobrimos ainda mais sobre ela mesma e o que ser quem é reserva para o futuro de liberdade dos seus.

Um receio de muitas pessoas que iniciam a leitura de trilogias é o segundo livro. Normalmente vistos como uma ponte entre o início de uma saga e o desfecho dela, os segundos livros tendem a decair na expectativa das pessoas, mas não foi o meu caso com A Rosa Branca.

O livro me apresentou ainda mais sobre a Cidade Solitária, sobre o universo distópico incrível produzido por Amy e sua maestria em desenvolver acontecimentos que me prendem sem me fornecer informações necessárias.

Nesta continuação, me senti ainda mais próxima de Violet que em momento algum deixou de ser a protagonista altruísta, forte e incrível que se mostrou no primeiro livro.

Contudo, agora a história nos apresenta um panorama diferente do da realeza a que nos acostumamos em A Joia, uma vez que tensões políticas se intensificam e a crueldade e servidão presentes na sociedade mostram-se ainda mais absurdas conforme vão sendo descobertas.

A Rosa Branca é um livro que deu continuação a série de maneira exemplar, apresentando fatos e personagens, bem como cenas incríveis e até mesmo chocantes em alguns momentos. Vale ressaltar que nesta continuação nos deparamos com estratégias, jogos de interesse e o romance iniciado no primeiro livro.

Contudo, é interessante dizer que o romance entre Violet e Ash, por mais que esteja presente no livro, não é exacerbado e não rouba a cena dos demais elementos da história.

Honestamente, Amy me surpreendeu ainda mais com o livro e claramente me conquistou para sua legião de fãs. Um livro extremamente bem escrito e desenvolvido e, obviamente, uma indicação de distopia imperdível.

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