Resenha | Simplesmente Ana, de Maria Carvalho

Simplesmente Ana
Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Páginas: 301
Avaliação: 4.2
Capa: 5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 3

Um conto de fadas.

Ana está com vinte e poucos anos quando recebe uma mensagem – por facebook – que a deixa intrigada. Um homem de nome pouco comum avisa: eu sou eu pai. Claro que Ana não é inocente de acreditar de cara, mas… E se for verdade?

A mensagem é apenas o começo de uma série de descobertas e novidades. A verdade é o pai de Ana é sim o homem que entrou em contato, o que significa que alguém andou contando mentiras por aí. Ao descobrir e aceitar a realidade, a vida da garota vira de cabeça para baixo.

Agora ela é princesa, está em um castelo gigante, recebe muitos mimos e tem um irmão de dar inveja a qualquer pessoa. E como poderia ser diferente? Ele é tão lindo, e divertido, e interessante…

Simplesmente Ana é o primeiro livro publicado da autora nacional Marina Carvalho. Apesar da história pouco original, que lembra em vários momentos o livro da Meg Cabot – inclusive no clímax -, ela merece sim destaque por todo o restante.

Para início de conversa, é impossível largar o livro depois que se começa a ler. A escrita de Marina é jovem, prende a atenção e é bastante realista, assim como os pensamentos e reações da personagem. Além disso, apesar das confusões esperadas, as situações se resolvem rapidamente, sem muito espaço para dramas desnecessários.

É também interessante as referências que a autora usa e abusa ao longo de toda a narrativa. Elas nos aproximam da personagem que, ainda que viva quase um conto de fadas, é tão comum quanto todas nós. Ana tem as mesmas inseguranças, linhas de raciocínio e preocupações que uma jovem adulta brasileira, então é fácil se imaginar passando por tudo aquilo que ela passa.

Para finalizar, pode até ser verdade que vá existir um “Simplesmente Ana 2”, mas o livro foi escrito de forma a encerrar toda a história nele mesmo. Então continuar lendo ou não acaba sendo uma escolha apenas do leitor, sem que ele se sinta “obrigado” a continuar devido a alguma pendência.

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4 comentários

  1. Babi Lorentz em

    Mesmo sem ter a obrigação de ler o segundo, acho que vai ser impossível não querer. O Alex me conquistou fácil, agora preciso ler um pouco mais sobre ele, hahaha.

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