[Resenha] Surpresa Irresistível, de Christina Lauren

Surpresa Irresistível
Autor(a): Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 352
Avaliação: 4.2
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3.5

Christina Lauren sabe como escrever um bom livro, mesmo quando clichês

Ruby Miller é quase a perfeita stalker. Ela sabe tudo sobre o vice-presidente da empresa na qual estagia, Niall Stella. Então, quando descobre que vai viajar junto dele para Nova York, é claro que ela está soltando fogos.

Um mês inteiro ao lado ao lado do grande objeto de sua observação é tudo que ela poderia pedir no momento. Ainda que, bem, ela tenha seus lapsos e sempre solte alguma frase idiota ou tenha umas ações engraçadas para quem lê.

O que não se espera é que Niall não seja o cafajeste que se esperava. Ele só esteve com Portia, sua ex-mulher, que contribuiu fortemente para sua falta de confiança e esperança em relacionamentos amorosos. Ele é certinho, um mocinho que pensa vinte vezes a respeito de toda e qualquer ação.

Mas é claro que, finalmente, ele nota Ruby. E é claro que ambos vão colocar as faíscas sexuais à prova. E, óbvio, isso não vai dar tão certo assim. Mas não se enganem, minhas críticas não estão no fato de ser uma espécie de clichê invertido.

Surpresa Irresistível é bom, mas não ótimo. É uma leitura envolvente, mas que foi-me apresentada como “uma leitura que tem sexo em quase todas as páginas” – o que me deixou preocupada. Só não imaginei a decepção ao ver que isso não era verdade. Na verdade, o sexo demora a acontecer.

Incomoda-me um tanto algumas ações que carregam lá no fundo um teor levemente machista. Incomoda-me mais ainda um mocinho indeciso e capaz de fazer uma burrice tamanho mundial, sabendo que a estava fazendo desde o início. De outro lado, Ruby acaba se tornando uma personagem admirável.

Veja só, não acho bacana seu eu stalker, nem acredito que um homem pudesse achar isso legal. Entretanto, passada essa parte, quem toma as dianteiras e faz qualquer coisa acontecer é ela, mesmo quando a decisão não é tão positiva. É admirável vê-la como dona de seu próprio destino, falando que o corpo dela é DELA e não dele. Entende?

Gostei do envolvimento de Max e Will, Bennet – que faria todo sentido aparecer mais – foi só uma brisa em meio à fantasia. Mas faltou algo. O mocinho não me conquistou tanto assim, só no final que eu tive realmente vontade de gritar “isso aí, rapaz!”.

Se a leitura vale a pena? Sem dúvida, mas considerando o segundo e o terceiro volumes, este é um dos mais fracos.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook