Resenha | Sway, de Kat Spears

Sway
Autor(a): Kat Spears
Editora: Globo Alt
Páginas: 256
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 4

Sway é o apelido de Jesse Aldeman, um garoto de 18 anos que é conhecido por todos do colégio como aquele que consegue tudo. É simples assim: se ele quer, ele dá um jeito de conseguir, independentemente do que for.

Por isso mesmo Ken Foster pede sua ajuda para conseguir atingir seu objetivo. O objetivo tem um nome: Bridget. Para conseguir sair e conquistar a garota, cabe a Jesse se aproximar e descobrir tudo que possa ser útil para facilitar a vida de Ken.

O que seria uma missão bastante fácil se, é claro, Sway não acabasse apaixonado por Bridget. E se aproximação dos dois não tivesse sido de um jeito tão… manipulado.

Narrado em primeira pessoa, Sway tem uma premissa boa e a desenvolve particularmente bem. Isso porque Jesse não é única e exclusivamente o bad boy de tantos livros (que adoramos, cof) young adults que encontramos por aí. Ele, é claro, tem sua cota de passado sombrio, mas ele definitivamente não é o cara que espera pela menina certa para se apaixonar.

Ele não é o cara que todo mundo vê com certa admiração por fazer coisas absurdas e levar muitas meninas pra cama e só. Jesse pega pesado. Com uma lábia (retórica, talvez?) impecável, um talento particular para manipulação e total conhecimento de estratégia ele literalmente consegue absolutamente tudo que quer – ou que pagam ele para conseguir.

E é claro que, quando ele conhece Bridget, que é a imagem da perfeição em pessoa, ele reconhece que ela é demais pro caminhãozinho dele. Infelizmente para ele, isso não é suficiente para matar seus sentimentos por ela, e nem os dela por ele.

Se Kat Spears poderia ter aproveitado para caprichar na personagem feminina, assim como mandou muito bem na masculina? Claro que sim. Esse foi o ponto que faltou para mim. Bridget é perfeitinha demais, clássia do gênero e sem muita coisa para acrescentar além da pose de boa menina com ações impecáveis. Teria sido mais interessante encontrar uma personagem feminina mais real.

Ainda assim o livro tem um baita desdobramento, ainda que o passado de Jesse pudesse ter sido melhor explorado. Como ele que nos conta a história, fica clara sua personalidade forte. Apesar dos temas pesados que a autora aborda (e aqui chamo atenção para o irmão de Bridget e o passado de Sway), a escrita é leve e o livro simplesmente flui.

Por fim, não posso deixar de comentar sobre essa capa: ela é simplesmente maravilhosa, ainda que bem simples, e a diagramação feita pela Globo Alt estava impecável.

Deixe seu comentário

* campos requeridos

Comentar via Facebook