Resenha | Tá Todo Mundo Mal, de Jout Jout

Tá Todo Mundo Mal
Autor(a): Jout Jout
Editora: Cia das Letras
Páginas: 200
Avaliação: 4
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3

Não foi (nenhuma) surpresa ver que a Jout Jout ia lançar um livro. Em meio a infinitos lançamentos de youtubers, não tinha como ela ficar de fora. A proposta, entretanto, foi mais interessante que qualquer outro livro desse gênero que tenha chegado nas minhas mãos até hoje.

Isso porque sua proposta é simples. Ela mesma fala sobre o quanto seria desagradável contar a história de seus “incríveis” 25 anos. Quer dizer, 25 anos é uma vida, mas uma vida limitada e pequena ainda, com muitas águas para rolarem. Logo, por que não falar de sentimentos?

Tá Todo Mundo Mal é, como o próprio subtítulo diz, um livro sobre crises. E é bastante interessante ver alguém que naturalmente idealizamos como uma pessoa real, que se preocupa com as mesmas coisas que eu e pira por motivos bem similares.

Uma vez li que a melhor forma de ajudar as pessoas é deixar elas saberem que elas não estão sozinhas, que tem alguém no mundo que as entende. Às vezes, basta isso. Essa conexão. E acho que é aí que Jout Jout ganha tantas pessoas: ela consegue falar sobre as coisas de forma a criar conexão.

Tá Todo Mundo Mal faz exatamente isso. Seja na crise da morte (com a qual eu me identifiquei mesmo que o capítulo tenha apenas uma frase), seja quando ela fala sobre o garoto para o qual fez uma festa apenas para criar a oportunidade de estar com ele – e foi feita de “cadeira”.

Seja quando ela fala sobre não ser a menina mais bonita, mas conquistar as pessoas no humor. E no fato de aceitar as gordurinhas localizadas que até então ela fez tudo para esconder. Crises assim, pequenas, que, para quem vive, são grandes e enormes problemas.

A gente consegue se identificar em cada momento e, para nós, experts em crises, esse é um livro para ler, dar um suspiro e entender que essa crise já vai passar e que pirar faz parte.

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