Resenha | Todos os Meus Amigos São Super-Heróis

Todos os Meus Amigos São Super-Heróis
Autor(a): Andrew Kaufman
Editora: LeYa
Páginas: 176
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3

Uma crítica discreta e muito bem escrita.

Tom não é super-herói, mas casou-se com uma mulher que era. A Perfeccionista. Ex-namorada de Hipno, que nunca pensou duas vezes antes de usar seu poder de hipnotizar as pessoas ao seu redor. E se isso significava hipnotizar a Perfeccionista para que ela não visse Tom, tudo bem.

Seis meses se passam com ele tentando convencê-la de que existe e de que todos podem vê-lo, menos ela. Seis meses até ela se considerar pronta para se mudar e fazer o que sabe fazer de melhor: deixar tudo, na nova cidade, perfeito.

É essa a história de Todos os Meus amigos São Super-Heróis – e deixo você achar que não tem nada demais nela até essa palavra. O que torna o livro, a narrativa, a construção das personagens tão atrativa não é o fato de ser repleto de ilustrações incríveis, nem a história por si só.

É a crítica que Andrew Kaufman faz a toda sociedade num conjunto e às pessoas no individual. Ele não faz a menor questão de esconder isso: cria um capítulo que nos insere diretamente no seu universo. E tinha razão, ser super-herói nesse mundo nem sempre é legal.

Até que ponto vale a pena ser perfeccionista, por exemplo? Questões que os leitores devem acabar refletindo sobre durante alguns momentos, pelo menos deveriam. Por isso considero este um dos melhores livros que li: numa história até emaçada, romântica e envolvente (além de rápida), ele transforma o leitor num questionador.

De forma descarada, sem muitas entrelinhas – isso junto a um trabalho de diagramação bem desenvolvido e uma capa que com certeza despertou minha curiosidade. O livro é simples, pouco sutil, entretanto merece ser lido pelo seu conteúdo e merece uma releitura para atingir o ponto que o autor desejou: questionar a nós mesmos, com nossas perfeições e imperfeições.

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