Resenha | Trocada, de Amanda Hocking

Trocada
Autor(a): Amanda Hocking
Editora: Rocco
Páginas: 320
Avaliação: 4.3
Capa: 5 Diagramação: 4.5 Conteúdo: 3.5

Trolls diferente de tudo que imaginamos em um mundo quase secreto.

Trocada fala sobre Wendy, uma menina teimosa aparentemente normal. Exceto os fatos que colocam em cheque ela ser uma pessoa sortuda. Aos seis anos, exatamente no dia do seu aniversário, sua mãe tentou matá-la – como se o fato dela não ser amorosa não fosse o suficiente.

Não para por aí: já foi expulsa de diversas escolas e, se ela teve um amigo em alguma delas, ela não se lembra; Finn aparece apenas para dizer que ela é uma Trylle e que precisa ir para casa (seja lá o que isso for) e o único garoto que parece estar interessado nela diz que é tudo apenas parte do trabalho.

Sorte. Principalmente se acrescentarmos aquela sensação de estar sendo insistentemente vigiada sabe-se lá por quem e por quê. Em meio a uma confusão de fatos que moldaram sua personalidade, uma situação a leva diretamente para onde ela não queria ir.

Entendendo que ser Trylle é ser troll, e que trolls não são nem um pouco parecidos com tudo que ela tinha em mente, ela é pega de surpresa por uma situação ainda pior. Pelo que parece, as coisas que ela não sabe são exatamente as mesmas que estão determinando sua vida.

Amanda Hocking conquista o leitor logo nas primeiras páginas, ainda que não estejamos prontos para entender nem parte da história. Trocada não é apenas uma história de fantasia, ou amor e muito menos se prende somente à descoberta da vida por uma adolescente. É tudo isso junto e ainda mais.

Envolvidos por previsões do futuro não esclarecidas, uma cidade de trolls com um sistema duvidoso e escolhas que foram tomadas e que não poderão ser realizadas, é difícil sentir as páginas sendo viradas, ficar com sono enquanto está lendo ou não querer acompanhar o resto de perto.

É interessante ir entendendo aos poucos toda a situação, e só então ser capaz de tomar partido e começar a torcer por um “lado”. Ao mesmo tempo, é complicado aceitar tudo que acaba sendo imposto à Wendy, cujo nome foi realmente inspirado na história de Peter Pan.

Eu não compararia a história com O Diário da Princesa ou Crepúsculo, coisa que o New York Times faz. Para mim, mesmo sendo fantasiosa, ela é diferente de qualquer livro do mesmo gênero, inclusive quando é obrigada a ter pontos em comum. Amanda é, acima de tudo, criativa.

E talvez seja isso que realmente tenha me conquistado, porque isso possibilita tudo: personagens bem desenvolvidos, narrativa que prende a atenção, pontos soltos somente quando precisam estar. Admito, entretanto, que ia ficar mais feliz se o final também se diferenciasse em vez de cair em uma situação tão comum.

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2 comentários

  1. Deyse em

    Eu não tinha a menor ideia de que esse livro era sobre trolls ou uma fanasia, pensei pela capa que fosse mais um romance paranormal, mas agora estou interessada! Li a pouco tempo um livro ótimo de fantasia sobre trolls, espero que esse também me surpreenda.

    Deyse @ http://deysediztudo.wordpress.com/

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