Resenha | Uma Pequena Mentira, de K.A. Tucker

Uma Pequena Mentira
Autor(a): K.A. Tucker
Editora: Rocco
Páginas: 352
Avaliação: 4.5
Capa: 5 Diagramação: 5 Conteúdo: 3.5

Livie é irmã de Kacey, protagonista de Respire, primeiro volume da série de K.A. Tucker. No primeiro volume já entendemos quem ela é: a menina responsável, que tem a cabeça fria e vive com os dois pés muito bem plantados no chão. E vive bem assim. Ao entrar na faculdade, entretanto, ela percebe logo de cara que os desafios serão outros. Acostumada a ter o controle de tudo, Livie se pega vivendo a primeira festa naquele novo ambiente.

E é nela que ela encontra Ashton, um garoto calmo e tranquilo e nada provocativo, só que ao contrário. Ele é o clássico homem do gênero new adult: pensa e quer apenas sexo, naturalmente divide as meninas em aquelas que ele entende que precisa investir e aquelas que ele só precisa sorrir. E é claro que Livie, a perfeita pose de irmã santa, se encaixa no primeiro caso.

É nessa festa que Livie entende o conceito de “beber demais” e fica livre das amarras de menina certinha pela primeira vez. E, apesar da óbvia conexão entre os dois, o new adult se desenvolve de forma que eles, logo no início, decidem que a melhor escolha é manter a relação no campo da amizade. Não preciso nem dizer que o plano inicial não vai dar certo e que ambos precisarão lidar com problemas do passado antes de, finalmente, conseguirem assumir um ao outro.

Uma Pequena Mentira continua muito bem escrito, mas perde potencial ao se misturar às histórias do gênero. Quando K.A. Tucker nos apresenta outro mocinho para formar um triângulo amoroso, sabemos que, apesar das particularidades incríveis da escrita da autora (como, por exemplo, consegue ser absurdamente fluida e intensa nos momentos certos) a história em si acrescentará pouco.

Nem por isso é um livro ruim, é preciso dizer. Só não é um livro que alcança todo o potencial que o primeiro demonstra. Livie continua sendo uma personagem cativante e Kacey aparece nos melhores momentos para mostrar seu melhor lado feliz, algo que dá prazer de ler quando sabemos de todo o seu pano de fundo. As personagens secundárias também têm um papel essencial na narrativa e são bem exploradas.

Para uma leitura tranquila, é uma ótima pedida e recomendo para que seja lida.

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