[Resenha] Veleiros ao Mar, de Sarah Mason

Veleiros ao Mar
Autor(a): Sarah Mason
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 756
Avaliação: 4
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 3

Os direitos iguais nunca foram colocados em pauta com tamanha originalidade.

Em Veleiros Ao Mar conhecemos Erica, mais conhecida como Inky, uma mulher que luta para conquistar seu lugar e mostrar seu devido valor quando o assunto é velejar. Contra todas as possibilidades – afinal, uma mulher nesse esporte é raro e sofre preconceito – ela se esforça para garantir o primeiro lugar em todas as competições que participa.

Deixando de lado o preconceito dentro de sua própria casa e a mãe que adoraria que ela fosse mais feminina, Inky sai mundo afora, sem deixar de passar em Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro, para realizar seu sonho. Seu maior incentivo vem do padrinho, Mack (muito famoso no esporte, diga-se de passagem), que a ensinou a velejar desde pequena.

Em meio a problemas, más resultados em competições – como segundo e terceiro lugares, depois de muito esforço que ilustrava o quase certeiro primeiro lugar -, e muitas histórias paralelas, cada personagem encontra seu caminho mesmo quando encara Henry Luter.

Henry, o maior patrocinador, não só não acredita que mulheres possam velejar, como sempre transforma a vida de seus velejadores em um completo inferno. Rafe, por sua vez, mostra seu talento adquirido pelos longos anos vivendo ao mar com seu pai.

Apesar de odiar dizer isso, Sarah Mason me decepcionou. Depois de três livros chick lit perfeitos, sendo “Um Amor de Detetive” meu exemplo maior dessa literatura, ela não consegue reproduzir tanto talento nesse livro. Isso não quer dizer que “Veleios aoMar” seja ruim, apenas não atinge as expectativas.

O tamanho do livro pode parecer assustador para quem não está acostumado, todavia Sarah tem o talento para escrever e isso torna a leitura muito fluida e tranqüila, de forma que não sentimos as páginas passarem.

Repleto de competições, ela não tenta esconder a paixão adquirida durante a pesquisa, tornando essas partes envolventes mesmo quando termos técnicos criam confusões e nós na nossa cabeça. No final, a mensagem é passada e entendida, com o bônus de ser empolgante.

Minha maior crítica, todavia, é que o foco não está em Inky exatamente. São muitas histórias paralelas que, mesmo quando se entrelaçam, não chegam a dar o frio na barriga ou a empolgação esperada.

Além disso, os muitos “personagens principais” algumas vezes permitem a confusão. O epílogo certamente é o melhor capítulo para colocar cada personagem em seu lugar e dar um fim à confusão. Parece meio óbvio, mas sem as cenas de competição propriamente ditas, tudo se passa muito rápido, sendo em certos momentos pouco animadores.

É um livro que tem seus pontos positivos e negativos. Uma leitura que quem gosta desse universo com certeza vai se identificar mais e viver mais a história. Quem não é tão chegado assim, não é algo que se possa apostar na certeza que dará certo – pode tanto dar quanto não dar.

A forma de escrever ainda apaixona, o cuidado da editora com a o todo é uma característica chamativa e apreciada – realmente gostei da capa e da diagramação, fora que não me passaram erros de português.

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