[Resenha] Vermelho Como Sangue, de Salla Simukka

Vermelho Como Sangue
Autor(a): Salla Simukka
Editora: Novo Conceito
Páginas: 239
Avaliação: 3
Capa: 4 Diagramação: 3 Conteúdo: 2

Quando li a sinopse de Vermelho como o Sangue, logo me animei para iniciar a leitura, pois o livro mescla dois assuntos que eu adoro: thriller investigativo e contos de fada. Assim sendo, comecei devorando o livro, mas antes de chegar à metade, percebi que ele não atenderia às minhas expectativas e, ao fim, tive certeza de que não funcionou para mim.

Lumikki tem 17 anos, vive numa cidade longe da casa de seus pais e estuda numa conceituada escola de artes. Certa manhã, ao ir para a câmara escura de fotografia da escola – rotina de Lumikki, que faz isso diariamente para acalmar-se e concentrar-se antes das aulas – ela percebe que algo não está normal. Há um saco de dinheiro manchado de sangue, enquanto outras notas estão penduradas para secar.

Diante dessa descoberta, ela decide se manter quieta e não revelar o segredo a ninguém. Mas então ela descobre que as crianças mais influentes do colégio estão envolvidas no mistério do dinheiro.

Quando elas percebem o conhecimento de Lumikki acerca do dinheiro ensanguentado, tentam comprar o seu silêncio, mas ela nega a oferta e avisa não querer fazer parte do que quer que eles estejam envolvidos. Então inicia-se uma série de acontecimentos na vidas desses jovens, que farão com que eles corram perigo.

Lumikki é o tipo de garota esperta que sabe se virar sozinha, já que os anos que viveu sem alguém por perto a fizeram tornar-se ágil e cuidadosa em relação a tudo. Entretanto, apesar de a narrativa em terceira pessoa descrevê-la como tal, a personagem demonstrou ser extremamente… Burra (não há palavra melhor) em alguns momentos.

A princípio, as três crianças envolvidas no mistério não são amigas de Lumikki. Ela nem sequer tem amigos, prefere ficar distante de todos. Então, muito me surpreendeu quando Elisa, ao descobrir que Lumikki sabia do segredo, passou a convidá-la diversas vezes para ir à sua casa e ela aceitou.

Piorou ainda mais quando ela admitiu ser melhor não visitar Elisa, pois estaria se envolvendo demais e mesmo assim não deu ouvidos ao seu extinto. Para mim, não fez o menor sentido Lumikki querer se envolver e ajudar pessoas que nem ao menos conhecia sem nenhum motivo plausível.

A narrativa foi extremamente cansativa, a meu ver. Pareceu que ao tentar dar o ar de mistério que a trama pede, a autora pecou, tornando a leitura chata e repetitiva.

Enfim, o livro tem uma história bastante interessante, que poderia ser mais atraente se a escrita da autora possibilitasse uma leitura mais ágil, tipica de suspenses, em que o leitor devora as páginas sem perceber. Infelizmente, não funcionou para mim.

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