[Resenha] Wait For You, de J. Lynn

Wait For You
Autor(a): J. Lynn
Editora: Kindle
Páginas: 332
Avaliação: 4.3
Capa: 4 Diagramação: 4 Conteúdo: 5

Personagens engraçadas, interessantes e com bom envolvimento.

Avery Morgansten acabou de mudar de cidade e, pelo que todo mundo sabe, apenas para estudar na universidade. É onde conhece Cameron Hamilton, o garoto popular que não tem nada de comum.

Para início de conversa, seu bicho de estimação é uma tartaruga que, logo no começo, por pouco não faz xixi em sua mão.

Apesar dos demais motivos para sua fuga, Avery acaba se aproximando de Cameron, que está decidido a fazê-la aceitar sair com ele. E, enquanto ela não se dá por convencida, acaba sendo um de seus melhores amigos. É assim que o romance de ambos nasce – e cresce.

Até o momento que ele descobre que há algo mais que ela está escondendo. As mensagens nada gentis que chegam em seu celular, as ligações que ela tem omitido e as que sequer tem respondido.

O passado dela a envergonha e ainda se faz extremamente presente – afinal, ninguém, nem seus pais, acreditaram e a apoiaram frente à verdade.

É só então que ela percebe que o garoto que tem uma tartaruga e faz um delicioso café da manhã é realmente alguém único. E que ela seria uma idiota se o deixasse partir.

Com esse enredo, nos envolvemos na originalidade de J. Lynn. É impossível não rir com suas personagens e procurar entender melhor o passado – que só é devidamente revelado no momento certo. Cameron é único, enquanto Avery não se diferencia tanto das personagens dos new adults.

Wait For You nos prende logo no primeiro capítulo e não nos deixa largar em nenhum momento. O desenvolvimento é bem trabalhado e não deixa a desejar, quando a situação é clichê, as personagens a tornam particular para aquele envolvimento e contexto.

É também uma história sobre superação e aceitação. Avery não teve um passado simples, fácil. Sua história não é bonita.

E o tema é explorado com cuidado, ainda que superficialmente, mesmo com a aparição de uma personagem que vem para quebrar a via de mão única do problema, expondo-o a níveis pouco imagináveis para um livro. Recomendadíssimo (e favoritado).

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