Resenha | Wallbanger, de Alice Clayton

Wallbanger
Autor(a): Alice Clayton
Editora: Omnific Publishing
Páginas: 434
Avaliação: 3.5
Capa: 3 Diagramação: 4 Conteúdo: 3.5

Criatividade no desenvolvimento que quase compensa a demora para o casal principal.

Esse é o primeiro livro que leio de Alice Clayton e, muito mais um chick lit que um livro erótico, Wallbanger me prendeu a atenção do início ao fim. Mas não sei exatamente o quanto dessa atenção foi positiva.

Digo isso porque, sim, eu não conseguia soltá-lo um segundo sequer, mas isso se deu muito mais porque o casal principal não tinha uma história que se desenrolava com facilidade do que qualquer outra coisa. Claro, fui pega pela escrita interessante e a história.

Caroline Reynolds é engraçada e acabou de se mudar para um apartamento incrível, quando descobre que seu vizinho, Simon, adora levar três mulheres (em dias separados) para sua casa e fazer a festa com elas. Claro, nada extraordinário se não fosse o fato de que a cama bate na parede, cujo lado oposto é o quarto e a cama de Caroline.

E é num momento de extrema raiva por não atingir o orgasmo (que ela chama apenas de “O”) que eles finalmente se conhecem. Ele apenas com um lençol cobrindo suas partes “animadas”. Daí para a frente as histórias das demais personagens se cruzam e, claro, Simon e Caroline se encontram mais vezes.

Sinto desanimar, mas até que a história do casal realmente se desenvolva demora – e muito. Felizmente, quando chegamos ao grande final, não há nada contra a ser dito.

De qualquer forma, Alice é criativa em Wallbanger, apesar dos momentos clichês. Os capítulos são, na maioria, escritos na visão de Caroline. Entretanto, a visão de Simon e até de Mimi (amiga de Caroline) marcam presença.

Para os momentos monótonos, a troca de mensagens entre as personagens são o que os constroem. E até mesmo os pensamentos de várias personagens ao mesmo tempo.

No final das contas, acredito que o livro poderia ser menor, “otimizado”, e mais direto. Exceto por isso, não tenho do que reclamar e ele, na verdade, é bem bom.

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