[Resenha] Will Gallows e o Troll Barriga de Serpente

Will Gallows e o Troll Barriga de Serpente
Autor(a): Derek Keilty
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 224
Avaliação: 3.8
Capa: 4 Diagramação: 5 Conteúdo: 2.5

Por Janaina Barreto
exclusivamente para Beletristas. Proibida cópia total ou parcial

Leitura rápida e interessante, mas não muito mais que isso.

Eu não leio fantasia, quero deixar bem claro. Bom, eu até leio, mas quando é algo mais leve, algo que eu consiga entender e meu cérebro aceite.

Por exemplo, enquanto muita gente lia sobre magia, salgueiros lutadores, vira-tempos, deuses e seres míticos, eu corri para o lado oposto: preferia os vampiros, além da alquimia estudada pelos imortais. Entende? É algo mais próximo de real, embora não seja nada real.

Enfim, Will Gallows e o Troll barriga de serpente é bem isso: literatura fantástica com direito a trolls, além de elfos, cavalos alados e uma infinidade de seres criados pelas cabeças mais cheias de imaginação.

Will é um garoto de quase 14 anos (como ele enfatiza sempre) metade humano (por parte de pai) e metade elfo (pela mãe) que tem um objetivo de vida: encontrar o troll barriga de serpente que matou seu pai, o xerife suplente de uma das cidadezinhas da Grande Rochoeste.

Seria um objetivo mais tranquilo se Noose Wormworx não fosse o tipo mais perigoso de troll, que ainda por cima, parece ter sumido do mapa. Porém, o menino-elfo não se deixa abater.

Juntamente com sua égua, Raio Lunar e com alguns amigos que Will encontrará durante sua procura, Will vai buscar justiça e descobrir um segredo que ameaça não só a sua própria vida (e desvendará um mistério que ninguém esperaria descobrir), mas a de todos os cidadãos de Rochoeste.

E é isso. Quando comecei este livro não sabia mesmo o que esperar. Fantasia não é meu tipo de livro, a menos que seja o tipo mais sobrenatural.

Will Gallows e o Troll Barriga de Serpente é um livro que cumpre o que promete: uma aventura ambientada no velho oeste, com direito à muitos cowboys, salões, minas assombradas e tiroteios pra tudo quanto é lado.

A história é bacana, em certos pontos divertida e alguns momentos tensos, entretanto não envolve muito. O livro conta com ilustrações muito bacanas que ajudam a visualizar melhor cenários e personagens.

O que, de fato, ajuda, já que autor não se prende aos detalhes a menos que sejam essenciais. Por isso, me senti meio solta no meio da narrativa, com pouca ou nenhuma conexão ao mundo apresentado.

Se, por um lado, não seja o tipo certo para os mais crescidinhos, eu garanto que, por outro, qualquer leitor que estiver dando os primeiros passos vai gostar, pois é um livro que traz amizade, ação, aventura e algumas surpresinhas, trazendo assim, a fórmula perfeita pra uma boa leitura.

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