[Resenha] Will & Will, de John Green e David Levithan

Will & Will
Autor(a): John Green e David Levithan
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Avaliação: 4.7
Capa: 5 Diagramação: 4 Conteúdo: 5

Sobre amizade e amor, Will & Will é engraçado e inesquecível.

Quando Tiny Cooper praticamente implora para seu melhor amigo, Will Grayson, ir à reunião da Aliança Gay-Hétero (AGH) a fim de conseguir financiamento para seu musical, Tiny Dancer, Will não tem como dizer não. Afinal, o musical é um dos grandes objetivos do melhor amigo incrivelmente grande e gay que quer mudar o sentimento do mundo.

Da mesma forma que, quando esse mesmo amigo o convida para um show, ele também não se nega a ir. Só que, dessa vez, os planos não saem exatamente como o esperado e o grande momento da noite de Will é uma visita a uma sex shop, onde encontra… Will Grayson. Não ele mesmo, é claro, mas um garoto com o mesmo nome dele que tinha ido até ali para encontrar outra pessoa.

Não, sua vida é essa mesma. E, sim, ela é uma merda. A vida costuma ser assim. Portanto, se quer que as coisas mudem, não precisa trocar de vida. Você precisa tirar a bunda da cadeira.
— página 81

No momento que Tiny e Jane, que também faz parte da AGH, saem do show e os encontram, Tiny decide melhorar a noite do outro Will enquanto Jane e Will conversam mais do que jamais conversaram antes. É essa noite que muda toda a rotina dessas quatro pessoas.

É em meio à ironia e ao humor que John Green e David Levithan falam sobre homossexualidade, depressão e relações interpessoais. Não é a toa que Will & Will entrou para a lista dos mais vendidos do The New York Times e recebeu tanto destaque nacional.

Não tenho a menor ideia do que a verdade tem a ver com o amor, e vice-versa. Não estou nem pensando em termos de amor aqui. É muito, muito, muito cedo pra isso. Mas acho que estou pensando em termos de verdade. Quero que isso seja verdadeiro.
— página 175

Logo nos primeiros capítulos somos conquistados pela leitura, que se reveza entre as duas personagens com o mesmo nome, e em vários momentos nos pegamos rindo – e não estou falando aqui daquele sorriso de canto de boca – das situações e das formas que elas são encaradas. Por isso mesmo, começar a ler e parar é muito difícil.

Todas as personagens são bem desenvolvidas e se mostram bem mais do que aparentam, aos poucos vamos descobrindo mais sobre quem são, o que estão passando e até mesmo como pensam. Mesmo que as três principais sejam Will, Tiny e Will, Jane e Gary não ficam muito para trás, assim como Maura e Gideon.

Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde — as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira muda.
— página 201

Talvez pela temática inovadora, pela forma diferente de escrever de cada autor e pela curiosidade gerada e fortificada até a última página, Will & Will seja tão difícil de não se tornar um dos favoritos. Com certeza, tornou-se um dos meus.

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4 comentários

  1. Juh Claro em

    Ainda não tinha lido nada sobre o livro, só milhões de fotos na internet dele haha Achei que a história era um pouco séria e focava bastante no homossexualismo, mas, pelo que eu entendi da sua resenha, não é bem isso.
    Um dia, quem sabe, lerei esse (ai, minha pilha que não diminui nunca!), assim como os outros do John Green que estão na minha wishlist há um bom tempo.

    Beijos!

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  2. Andressa Menezes em

    Não conhecia esse livro e nem o seu blog adorei os dois bela resenha e um tema bem diferente sendo abordado quero muito ler o livro.

    Beijos

    http://livrosechocolatequente.blogspot.com.br/

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  3. maaaymello em

    Nooooossa, não sabia que o livro tratava dessa temática, Cammie! Ainda não havia lido uma resenha dele, e gostei muito da sua, xuxu. Espero poder lê-lo em breve.

    Beijinhos,
    May :*

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