Long Live Rock and Roll

O rock está presente na minha vida desde que me entendo por gente. Meu pai é um admirador e possuidor de vários LP’s do gênero. Sempre me senti cercada pelo rock e com o passar do tempo a presença dele foi ficando cada vez mais forte. Tanto que pra mim ele não é apenas um gênero musical, é um modo de viver, não pelo lema “sex, drugs and rock’n roll”, mas pela liberdade de viver uma vida sem medo de arriscar.

E foi vivendo essa liberdade que tive um dos dias mais incríveis da minha vida. Sempre estive cercada por amigos e familiares músicos, porém nunca toquei nenhum instrumento musical, já até tentei, mas nunca prossegui. Toda vez que ficava difícil ou errava uma nota eu desistia.

Mas esse ano tenho sido impulsionada a vencer meus medos. O medo de fracassar sendo o maior deles.
Há muito tempo ouvia falar da Oficina de Bateria para Garotas, da Hi Hat Girls Magazine. Para quem não conhece, a Hi Hat é a primeira e única revista de bateristas mulheres da América Latina, sobre bateristas mulheres e para bateristas de todos os gêneros. Elas divulgam o trabalho de bateristas brasileiras e incentivam cada vez mais o acesso de meninas e mulheres ao instrumento através das oficinas. É muito empoderamento num lugar só.

Long Live Rock and Roll

Eu sempre quis participar, por achar uma iniciativa incrível e por amar a bateria (um dos instrumentos que tentei tocar e desisti). Todas as vezes em que a Hi Hat abria inscrições para a Oficina eu me inscrevia, infelizmente nunca tinha sido sorteada. Até que minha sorte mudou.

A Oficina abriu inscrições extras para um dia especial: Edição Especial Dia do Rock!!! No dia 13 de julho, dia em que comemora-se o Dia Mundial do Rock, fui participar da Oficina de Bateria para Garotas. Meu dia 13 de julho foi totalmente envolto na atmosfera Rock and Roll. Logo ao entrar na sala onde aconteceu a Oficina eu fiquei arrepiada com o clima, tudo organizado perfeitamente para proporcionar uma experiência nova, divertida e principalmente encorajadora para as mulheres que estavam lá.

Eu fui cheia de receio por ser iniciante e na verdade nunca ter tocado bateria direito, estava com medo de me sentir intimidada e travar, mas ao contrário, me senti totalmente acolhida e motivada a continuar. Toda vez que eu errava e até travava, respirava fundo e prosseguia sem sentir nenhum olhar de julgamento e era muito incentivada a não desistir. Vivi um momento de sororidade com mulheres que nunca tinha visto antes.

Naqueles momentos eu senti o que é o verdadeiro rock and roll. É liberdade, é prosseguir mesmo com medo, é dar muitas risadas, é ser companheiro e incentivar o outro a continuar. É nunca parar de sonhar. Vida Longa ao Rock and Roll!

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