5 motivos para assistir Um dia de cada vez, da Netflix

Um dia de cada vez é uma produção da Netflix lançada no dia 6 de janeiro deste ano. A recomendação veio de uma amiga e, em tempos de espera da série de Desventuras em Série, decidi acolher a dica e assistir aos episódios. A promessa é simples: uma comédia com base numa família de origem cubana que vive nos Estados Unidos.

Vale dizer que é um remake. A primeira temporada conta com 13 episódios, de aproximadamente 20/25 minutos por episódio. A direção ficou por conta de Pamela Fryman, também diretora da série já finalizada How I Met Your Mother, e traz a atuação de Isabella Gomez (Elena), Justina Machado (Penelope), Marcel Ruiz (Alex), Rita Moreno (Lydia) e Todd Grinnell (Schneider).

Os temas abaixo podem soar um pouco demais para serem abordados todos numa mesma série, ainda mais uma que só tem, por enquanto, uma temporada. Mas eles foram tão bem explorados e encaixados na dinâmica da família que é impossível não se apaixonar, se envolver e entender as críticas expostas em cada episódio. Os temas de conectam uns com os outros e a série se torna completa e não forçosa. Deixa eu esclarecer da melhor forma possível: realmente vale a pena assistir.

5 motivos para assistir Um dia de cada vez, da Netflix

Feminismo

O segundo episódio da série aborda o feminismo como poucas séries conseguem fazer. Ainda que o tema esteja exposto em todos os episódios — afinal, a história foca em Penelope, uma mãe solo que sustenta toda a família da melhor forma que pode (falaremos mais abaixo) —, o segundo explora o conceito de mansplaining, aborda como mulheres com as mesmas responsabilidades que os homens recebem menos e como não são sempre vistas como pessoas, mas sim objetos. E, sim, conseguem fazer isso sem perder o tom engraçado que permeia toda a série.

Luta LGBT

É muito interessante como abordam o apoio familiar ao mesmo tempo que mostram um pouco dos preconceitos que são diariamente enfrentados. O mais interessante aqui é, na verdade, como as noções estão tão intrínsecas à nossa realidade que, mesmo sem querer, somos todos capazes de julgar e separar as pessoas como se elas pertencessem a categorias.

Isso está muito visível e declaradamente criticado naquele discurso de “dançar que nem gay” ou “conversa de viado”, quando a dança deixa de ser dança e a conversa deixa de ser conversa para ser categorizada de uma forma que menospreza e diminui.

Família em primeiro lugar

A história se passa toda focada em cinco personagens. Lydia é a avó, ela veio de Cuba ainda muito nova e construiu uma vida do zero. Penelope é sua filha, serviu ao exército americano. Alex e Elena são os filhos de Penelope, Alex é mais novo e ainda está naquela fase de pré-adolescência/adolescência e Elena é a adolescente politizada.

Por fim, Schneider faz o papel daquele amigo que é tão próximo que vira também parte da família. Eles são muito unidos, cuidam um do outro e isso fica claro em cada momento da série. Família vem mesmo em primeiro lugar – mesmo aquela família que a gente escolhe fazer parte.

Guerra (ou resquícios dela)

Como disse, Penelope serviu ao exército americano e, trabalhando na área médica, ela viu de tudo. E, como muitas vezes acontece, ela voltou de lá com traumas, situações e pessoas que não consegue esquecer e que, sim, perseguem seu dia a dia. O apoio que a série aborda e explora vem de forma sutil, mas mostra que o cuidar de si mesmo é importante, e que ninguém é louco por procurar ajuda de um psicólogo ou um psiquiatra.

Isso marcante principalmente porque Lydia foi criada com a certeza de que só loucos procuravam esse tipo de ajuda, que qualquer problema mental não era problema de verdade. A série quebra isso de um jeito espetacular.

Relacionamentos Abusivos

Sem querer dar muitos detalhes, a série consegue mostrar como pessoas boas podem ser transformadas pelas experiências que passa. Esse tópico acaba por se conectar muito ao tópico anterior, e é explorado na mesma medida. Penelope aparece como uma mulher forte (o que de fato demonstrou ser em toda a série) e que luta pelo que acredita sem se deixar intimidar — nem por isso ela se vê livre de situações que nenhuma de nós acha que vai acontecer conosco. E precisa enfrentá-las.

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