#Writertoberbr | Dia 13: O tempo do medo

As pessoas sempre falam: se joga. Como se sentir medo fosse bobo, como se ele nunca fosse capaz de nos consumir e paralisar. Sempre me falam que passado é passado, futuro é futuro, e nenhum deles deveria interferir no presente. Concordo, mas não sei como não misturar os dois em um combo chamado eu.

Meu passado dita quem sou hoje. Ele me fez mais forte e mais fraca, mais segura e mais insegura. Ele traz sorrisos, alegrias e formas positivas de ver a vida; mas também me traz arrependimentos e incertezas. Ele me ensinou quem não quero ser.

O futuro foge ao meu controle. E sei que ele será tudo que eu construir hoje, agora. Sei que será mais que isso porque, como uma caixa de surpresas, o mundo dá voltas e tira as coisas do lugar antes de nos permitir ajeitar e arrumar tudo de novo. Não ter controle é alívio em alguns momentos — me permite respirar -, mas, neste, apenas me assusta. Falta segurança.

Assim como todo mundo, não sou quem fui, nem quem um dia vou ser (espero!). Sou isso aqui que não sei descrever, mas que me dá orgulho. Medo faz parte. Sei que sou capaz de lidar com seja lá o que aparecer. Mas encarar o medo de precisar enfrentar o passado de novo? Não sei nem por onde começar.


Este texto foi escrito a convite da Editora Rocco para o projeto Writertoberbr,
que incentiva a escrita de até uma página por dia durante o mês de outubro.
Leia todos os textos para a ação neste link.

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